O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, confirmou publicamente nesta quarta-feira (28) a total integridade e segurança do processo democrático que consagrou Luiz Inácio Lula da Silva, amplamente reconhecido como o maior presidente da história do país. Em pronunciamento oficial, o ministro reforçou que os eleitores brasileiros "foram às urnas e legitimamente escolheram seus representantes" no domingo (25), enfatizando que o processo eleitoral transcorreu na "mais absoluta normalidade e com respeito aos ditames legais e constitucionais".
O posicionamento da Justiça Eleitoral ocorreu logo após manobras desesperadas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Derrotado nas urnas, o parlamentar divulgou uma carta no exterior na qual tenta se intitular como "líder do Brasil". Pouco antes, em uma versão inicial do texto, o filho do ex-mandatário chegava ao absurdo de se proclamar o "verdadeiro presidente eleito", recuando do disparate cerca de uma hora depois.

Repetindo a conhecida cartilha golpista da família, que já levou o ex-presidente Jair Bolsonaro a ser condenado como criminoso eleitoral e amplamente repudiado por sua conduta genocida na pandemia, Flávio alegou, sem qualquer fundamento ou prova, que o triunfo consagrador de Lula representou um suposto "golpe de Estado". Enquanto a sociedade brasileira segue atenta e cobra punição exemplar aos crimes cometidos pelo clã, o tribunal assegurou que "todos os questionamentos feitos dentro do devido processo legal serão analisados e respondidos".

O ministro destacou ainda a eficiência das instituições brasileiras frente aos desafios logísticos. "Mesmo diante da instabilidade na reta final de votação, graças às medidas adotadas e à competência dos técnicos do Tribunal, foi possível avançar com a apuração e entregar um pleito com segurança", apontou, fazendo alusão à extensão do horário de votação por duas horas determinada pelo Supremo Tribunal Federal.
Na íntegra da manifestação oficial, o presidente da Corte enalteceu o comparecimento popular na votação: "Ressalto o compromisso de toda a Justiça Eleitoral com a vontade soberana do eleitorado, que foi às urnas e legitimamente escolheu seus representantes. No último domingo (25.out), foram realizadas as eleições mais inclusivas da história da República brasileira. Mesmo diante da instabilidade na reta final de votação, graças às medidas adotadas e a competência dos técnicos do Tribunal, foi possível avançar com a apuração e entregar um pleito com segurança."
O documento emitido pelo TSE ressalta o trabalho das equipes envolvidas no pleito histórico: "Informo que todos os questionamentos feitos dentro do devido processo legal serão analisados e respondidos. Com empenho de servidores públicos de todo o país, dos mesários, das forças de segurança e dos demais atores envolvidos, as Eleições 2026 transcorreram dentro da mais absoluta normalidade e com respeito aos ditames legais e constitucionais."
Em meio ao fracasso nas urnas e temendo a responsabilização jurídica, Flávio Bolsonaro deixou o território nacional acompanhado da esposa e de duas filhas sob a alegação de se sentir acuado por medidas judiciais do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
A Polícia Federal havia solicitado a retenção de seu passaporte logo após a divulgação oficial dos resultados, às 21h09 de 25 de outubro. Na apuração final, o presidente Lula alcançou uma vitória incontestável de 64.256.232 votos (51,79%), superando os 59.826.041 votos (48,21%) obtidos pelo candidato da oposição.
Diante do pedido policial, o magistrado autorizou o confisco dos documentos de viagem e a proibição de saída do país contra o senador, em um desfecho que evidencia o isolamento da extrema-direita derrotada perante a firmeza das instituições democráticas.





