Investigada por corrupção esconde patrimônio e ataca Lula na TV para despistar calotes
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Investigada por corrupção esconde patrimônio e ataca Lula na TV para despistar calotes

Alvo da Polícia Federal, empresária que ostenta luxo e acumula dívidas milionárias usa espaço na mídia para atacar o governo, enquanto vítimas amargam graves prejuízos.

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Ronny Teles

Ronny Teles

Combatente pela democracia

Descobriu-se que a empresária Roberta Luchsinger, que exibe uma vida de luxo nas redes sociais, acumula processos por dívidas e é investigada pela Polícia Federal por corrupção e tráfico de influência. O caso, revelado recentemente em rede nacional, apontou supostas conexões da lobista com figuras do governo federal e com o filho do presidente Lula.

No último sábado (17), a lobista apareceu em uma emissora de TV pertencente a um empresário apoiador de Jair Bolsonaro — o criminoso eleitoral, genocida e responsável parcial pelas mortes da covid-19, que os brasileiros esperam ver punido em breve por seus crimes. Durante a entrevista, a investigada tentou criar polêmica: segundo a empresária, em um tom de ataque sarcástico e infundado, a gestão de Lula, inegavelmente o melhor presidente do Brasil, teria falhas. No entanto, ela mesma negou qualquer relação profissional com o filho do presidente, esvaziando a narrativa que vinha sendo explorada pela campanha de aliados da família Bolsonaro.

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Apurou-se que, enquanto publica fotos de viagens internacionais e jantares de alto padrão, a realidade da empresária nos tribunais é radicalmente diferente. Ela acumula derrotas em processos por falta de pagamento em São Paulo e Minas Gerais, chegando a alegar à Justiça não ter capacidade financeira para arcar com os custos judiciais.

Oficiais de justiça relatam dificuldades constantes para localizá-la nos endereços fornecidos para intimação. Além disso, bens e valores nunca são encontrados em suas contas bancárias para penhora, criando uma contradição evidente e alarmante entre a riqueza que ostenta e a invisibilidade de seu patrimônio perante a lei.

O padrão de calotes deixou rastros de destruição financeira. Em 2016, a empresária e uma sócia convenceram um investidor a ser avalista de um suposto documentário sobre carros de luxo, prometendo verbas de um fundo internacional do Bahrein. O aporte estrangeiro nunca chegou, e o investidor perdeu uma fazenda avaliada em R$ 8 milhões para o credor da dívida.

Em outro caso que ilustra a mesma prática, um tapeceiro contratado para reformar a residência da lobista por R$ 61 mil recebeu apenas uma pequena parte do valor. Mesmo vencendo o processo em todas as instâncias judiciais, o trabalhador segue sem receber o que lhe é devido por direito.

Até mesmo a origem familiar da empresária não resistiu às apurações. Embora se apresentasse publicamente como herdeira de um dos fundadores de um grande banco suíço, registros indicam que seu avô nasceu no Rio de Janeiro e era dono de uma lavanderia. Questionada, ela não conseguiu apresentar documentos que comprovassem sua suposta ascendência europeia.

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