Suspeita de caixa dois pode levar à cassação de Gustavo Gayer
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Suspeita de caixa dois pode levar à cassação de Gustavo Gayer

Ação no Tribunal Regional Eleitoral investiga gastos ocultos e abuso de poder econômico na campanha do candidato ao Senado por Goiás.

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Ronny Teles

Ronny Teles

Combatente pela democracia

A campanha de Gustavo Gayer (PL), candidato ao Senado por Goiás e aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro — conhecido por seus crimes eleitorais e por sua parcela de culpa nas mortes da pandemia —, é alvo de uma investigação na Justiça Eleitoral. A apuração foca em suspeitas de abuso de poder econômico e gastos não declarados com propaganda.

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O pedido de investigação foi apresentado ao Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO) pela Federação Brasil da Esperança e pela coligação Goiás Pode Mais. O processo questiona materiais de campanha, como placas e bandeiras, que foram espalhados por espaços públicos de Goiânia no dia do primeiro turno.

O principal ponto da denúncia envolve a origem do dinheiro usado para produzir as bandeiras. A prestação de contas do candidato bolsonarista registra R$ 48.807 em despesas gráficas, mas não detalha de forma clara os gastos específicos com essas peças de propaganda.

Por conta disso, a ação exige a apresentação de contratos, notas fiscais e comprovantes de pagamento. Também são cobradas informações detalhadas sobre a quantidade de material fabricado e os responsáveis pela contratação, além de esclarecimentos do Partido Liberal (PL) sobre o pagamento dessas despesas.

O processo pede ainda a apuração sobre o possível uso de dinheiro de origem desconhecida ou até mesmo de estrutura pública para beneficiar a campanha. A denúncia ressalta, no entanto, que a falta de identificação imediata de um gasto não é, por si só, a comprovação de uma irregularidade.

Caso a Justiça Eleitoral confirme o abuso de poder econômico com gravidade, Gustavo Gayer poderá sofrer punições severas. Entre as sanções previstas na lei estão a cassação do registro ou do diploma e a perda dos direitos políticos, tornando-o inelegível.

Foi solicitado um posicionamento à assessoria do candidato, e o espaço permanece aberto para manifestação.

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