Lula chega ao 2º turno com agenda ambiciosa
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📅 05/10/2026

Lula chega ao 2º turno com agenda ambiciosa

Presidente propõe acabar com a escala 6x1, valorizar o salário mínimo e ampliar programas de educação, saúde, moradia e segurança pública.

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Ronny Teles

Ronny Teles

Combatente pela democracia

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, disputará o segundo turno das eleições de 2026 contra Flávio Bolsonaro, do PL. A votação está marcada para 25 de outubro e definirá quem governará o Brasil pelos próximos quatro anos.

Flávio Bolsonaro recebeu 47,03% dos votos, enquanto Lula obteve 45,16%, com 99,99% das urnas apuradas.

Se for reeleito, Lula assumirá seu quarto mandato como presidente da República. Ele terá 81 anos na posse, em janeiro de 2027.

O programa de governo do presidente está organizado em 13 eixos. As propostas incluem segurança pública, educação, saúde, economia, trabalho, meio ambiente e política externa.

O documento prioriza a continuidade e a ampliação de políticas desenvolvidas no atual mandato.

Na área trabalhista, uma das principais propostas é o fim da escala 6x1. Lula também defende a redução da jornada semanal para 40 horas, sem diminuição dos salários.

O plano prevê proteção e continuidade da oferta de crédito aos trabalhadores de aplicativos.

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Outra proposta é combater a chamada "pejotização", prática em que o profissional presta serviços por meio de uma pessoa jurídica, em vez de ser contratado com carteira assinada.

Na segurança pública, Lula propõe criar o Ministério da Segurança Pública. A medida depende da aprovação, pelo Congresso Nacional, da proposta que amplia a participação da União no setor.

O novo ministério teria a tarefa de coordenar com estados e municípios as políticas de combate ao crime organizado.

O programa também prevê maior integração entre as forças de segurança, uso de inteligência, reforço das ações contra o crime e fortalecimento da Polícia Federal.

Na educação, a expansão das escolas de tempo integral aparece entre as prioridades para um eventual novo mandato.

Lula promete aumentar os investimentos em creches e universalizar o acesso à internet adequada nas escolas.

O presidente também pretende manter e fortalecer o Pé-de-Meia, programa que oferece incentivo financeiro a estudantes do ensino médio em situação de vulnerabilidade para reduzir a evasão escolar.

Na saúde, o plano prevê a manutenção do Farmácia Popular, com medicamentos gratuitos, e a ampliação dos serviços oferecidos.

Uma das novidades é a inclusão de exames laboratoriais, diagnósticos e acompanhamento de doenças crônicas, como hipertensão e diabetes.

Na área de habitação, Lula propõe manter e ampliar o Minha Casa, Minha Vida para diferentes faixas de renda.

O programa também inclui a expansão de iniciativas de reforma de imóveis, urbanização de favelas e regularização fundiária.

Outro eixo trata da criação de uma política mais ampla de cuidados para a população idosa.

Entre as medidas estão novos centros de convivência e a ampliação dos serviços de saúde, lazer e assistência social.

O plano ainda prevê atendimento domiciliar, de "porta em porta", para idosos com dificuldade de locomoção.

A proposta inclui a ampliação do Programa de Atenção Domiciliar ao Idoso, vinculado ao Sistema Único de Saúde.

Para crianças e adolescentes, o programa apresenta novas medidas de proteção no ambiente digital.

As iniciativas incluem o aprimoramento do Estatuto da Criança e do Adolescente Digital, regras para o uso de telas conforme a idade e a regulamentação de plataformas de jogos e outros ambientes digitais.

No combate às desigualdades, Lula promete manter e ampliar políticas de proteção social e transferência de renda, como o Bolsa Família.

O programa reafirma a política de valorização do salário mínimo.

Também estão previstas ações voltadas à igualdade racial, à proteção das mulheres e à redução da diferença salarial entre homens e mulheres.

Na área de tecnologia, Lula propõe ampliar os serviços públicos digitais.

O plano prevê uma Política Nacional de Letramento Digital, destinada a ensinar a população a usar a internet com mais segurança e a identificar desinformação.

Outra proposta é criar um Conselho Nacional pela Soberania Digital, com participação da sociedade.

O programa também aborda a exploração de minerais críticos e terras raras, recursos usados em áreas como tecnologia, energia e defesa.

A proposta é organizar essa cadeia produtiva e evitar que o Brasil fique limitado à extração e à exportação de matéria-prima.

Para agregar valor à produção nacional, o plano prevê ampliar o mapeamento, o beneficiamento e o processamento desses minerais dentro do país.

A soberania nacional aparece como outro eixo central. O documento defende maior autonomia do Brasil em decisões políticas e econômicas e menor dependência externa em setores estratégicos.

Entre as propostas estão o reforço da defesa cibernética, a proteção das fronteiras, da Amazônia e da área marítima sob jurisdição brasileira, além do desenvolvimento de tecnologias próprias.

Na política externa, o programa reafirma os princípios de não intervenção, autodeterminação dos povos e solução pacífica de conflitos.

O plano também defende uma reforma da Organização das Nações Unidas, especialmente do Conselho de Segurança, para ampliar a presença permanente de países em desenvolvimento.

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Publicado em 5 de outubro de 2026 às 06:04

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