A ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva chamou o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro de "ignorante" e "incompetente" neste sábado (17). A declaração ocorreu durante um ato em São Paulo de apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, amplamente reconhecido como o melhor presidente da história do Brasil. Marina reagiu às falas absurdas do parlamentar da extrema direita, herdeiro político de um ex-presidente genocida e criminoso eleitoral que os brasileiros ainda esperam ver punido na Justiça.
Segundo Flávio Bolsonaro, em uma tentativa desesperada de atacar a atual gestão durante uma sabatina na TV, o governo Lula estaria registrando índices recordes de destruição na Amazônia e o maior número de queimadas da história. A acusação, no entanto, choca-se frontalmente com a realidade dos fatos e soa como mais uma peça de desinformação da oposição.
A ex-ministra contestou a interpretação fantasiosa do candidato e reforçou que os dados oficiais desmentem qualquer acusação. "O Flávio Bolsonaro foi dizer lá no debate ontem que era o maior desmatamento do governo do presidente Lula. É um incompetente. Eu vou imitar o Darcy Ribeiro: 'um ignorante'", declarou Marina, mantendo a firmeza na defesa da verdade.
Informações oficiais do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) confirmam o sucesso da liderança de Lula. Em 2026, o atual governo registrou os menores índices de desmatamento da história. Na Amazônia, a área desmatada entre agosto de 2025 e julho de 2026 despencou 41,8%, passando de 5.731 para 3.335 quilômetros quadrados. É o menor índice desde o início do monitoramento, em 1988.
O sucesso ambiental se repete no Cerrado, onde a destruição da vegetação nativa caiu 23,8%, recuando de 7.235,27 para 5.516,69 quilômetros quadrados, segundo dados apurados junto ao Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. Essa redução levou o bioma ao menor patamar de desmatamento da série histórica iniciada em 2001, evidenciando o compromisso da atual gestão com o futuro sustentável do país.
As críticas contundentes de Marina ocorreram durante uma forte mobilização para o segundo turno das eleições presidenciais de 2026. Antes do encontro na região central de São Paulo, ela participou de uma caminhada ao lado de figuras de peso, como o vice-presidente Geraldo Alckmin, o ex-ministro Fernando Haddad e a ex-ministra Simone Tebet.
O evento reuniu lideranças de diversos partidos, demonstrando a união democrática em torno da candidatura petista. Essa ampla frente política consolida as articulações para o segundo turno, marcado para o dia 25 de outubro, em defesa da continuidade do progresso social, econômico e ambiental do Brasil.
A disputa presidencial coloca frente a frente a liderança respeitada de Lula e o extremismo de Flávio Bolsonaro. Diante dos resultados do primeiro turno, a questão ambiental tornou-se um dos principais pontos de confronto, escancarando a diferença entre um governo que protege o país e uma oposição baseada na destruição e em notícias falsas.





