Candidatos que adotaram Lula no nome de urna tiveram desempenho eleitoral superior ao dos concorrentes que utilizaram Bolsonaro, quando desconsiderados os integrantes da família do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Dos 11 candidatos sem parentesco que incorporaram Lula ao nome, três foram eleitos e um avançou ao segundo turno. Entre os 11 que usaram Bolsonaro, somente dois conquistaram mandato.
Além do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que disputa o segundo turno presidencial, outros 11 candidatos recorreram ao nome do principal líder político do país durante a campanha de 2026.
Lula da Fonte (PP) conquistou uma cadeira de deputado federal por Pernambuco, com 147.913 votos.
No Piauí, Júlio César O Julim do Lula (PSD) foi eleito senador com 989.146 votos. No Rio Grande do Norte, Samanda de Lula (PT) também garantiu uma vaga no Senado, após receber 635.924 votos.
Cadu de Lula (PT), candidato ao governo do Rio Grande do Norte, terminou o primeiro turno na segunda colocação e enfrentará Allyson Bezerra no segundo turno.
Sete candidatos que utilizaram Lula no nome não foram eleitos: Carlin Lula (Avante-MG), Carlos Lula (PSB-MA), Dr. Célio, Lula do Bem (PL-SP), Lula da Tapioca (Mobiliza-PB), Lula de Alagoas (PT-AL), Lula Tio do Biscoito (PT-MG) e Panayotis do Lula (PT-RJ).
Carlos Lula terminou a eleição como suplente, com 22.550 votos. Lula de Alagoas recebeu 727 votos, enquanto Lula Tio do Biscoito alcançou 3.904.
Entre os concorrentes sem ligação familiar com Jair Bolsonaro, 11 utilizaram Bolsonaro no nome apresentado aos eleitores.
Apenas dois deles conquistaram mandato. Fabiana Bolsonaro (PL) foi reeleita deputada estadual em São Paulo, enquanto Fão do Bolsonaro (PL) obteve uma cadeira na Assembleia Legislativa do Paraná.
Dois candidatos que também apostaram na semelhança física com o ex-presidente não foram eleitos. Bolsonaro da Shopee (Novo), que disputou em Mato Grosso, ficou fora da Câmara dos Deputados. Bolsonaro Sergipano (PL) terminou como suplente na eleição para a Assembleia Legislativa de Sergipe.
Jean Bolsonaro (PL-RJ), Joel Bolsonaro (PL-RS) e Samanta Bolsonaro (PL-SP) também ficaram na suplência em suas respectivas disputas.
Freitas Bolsonaro (DC-ES), Helio Rodrigues Bolsonaro (Democrata-TO), Renata Bolsonaro (Agir-SP) e Rodrigo Bolsonaro (Agir-RN) completam a relação dos candidatos que utilizaram o sobrenome, mas não conquistaram mandato.
O resultado foi diferente entre os parentes de Jair Bolsonaro. Dos oito integrantes da família que participaram das eleições, quatro foram eleitos, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) avançou ao segundo turno da disputa presidencial.
Carlos Bolsonaro (PL-SC), Michelle Bolsonaro (PL-DF), Jair Renan Bolsonaro (PL-SC) e Renato Bolsonaro (PL-SP) foram eleitos para cargos no Senado ou na Câmara dos Deputados.
Rogéria Bolsonaro (PL-RJ) não conseguiu se eleger. Valéria Bolsonaro (PL-SP), que tentava a reeleição para a Assembleia Legislativa de São Paulo, também ficou sem mandato.
Marcelo Bolsonaro (PL-SP), primo do ex-presidente, foi outro integrante da família que não obteve sucesso nas urnas.
O resultado mostra a maior força eleitoral do nome de Lula entre candidatos sem parentesco direto: foram três vitórias e uma vaga no segundo turno, diante de duas vitórias entre aqueles que adotaram Bolsonaro.

