Pablo Marçal é alvo de uma ação civil pública que pede indenização de R$ 10 milhões por declarações consideradas racismo religioso contra praticantes de religiões de matriz africana.
Apresentada pela Educafro, a ação trata de declarações feitas por Marçal em agosto, durante entrevista ao programa "Show do Bacci". Na ocasião, ele afirmou que "todo macumbeiro é um derrotado na vida" e que "se macumba funcionasse, Bahia era Dubai". Também declarou que a umbanda teria sido criada por "branco, rico e político".
Além da indenização, o processo solicita a retirada do conteúdo, uma retratação pública de Marçal e a publicação de um contradiscurso sobre a história e a dignidade das religiões de matriz africana.
Segundo a ação, o valor de uma eventual indenização deverá ser destinado a um fundo público. A recomendação é que os recursos sejam aplicados em projetos de combate ao racismo religioso e de proteção aos terreiros.
A Educafro sustenta que as declarações ultrapassam a intolerância religiosa e configuram racismo religioso, conceito reconhecido pelo Conselho Nacional de Justiça. A entidade afirma ainda que as falas atingiram coletivamente os praticantes dessas religiões.
O episódio também motivou representações ao Ministério Público Eleitoral, ao Ministério Público e à polícia. De acordo com a Educafro, o Ministério Público da Bahia abriu um procedimento para apurar o caso.





