Simone Tebet (MDB) reforçou nesta quarta-feira, 4, a pressão para que Fernando Haddad (PT) entre na disputa de outubro por São Paulo. Favorito de Lula para enfrentar Tarcísio de Freitas (Republicanos), o ministro da Fazenda ainda não definiu o cargo que pretende disputar.

"Não tem como o ministro Haddad fugir dessa missão. Não dá. O quadro não fecha sem ele", disse Tebet após um evento sobre combate ao feminicídio, no Palácio do Planalto. "Ele precisa ter essa consciência — e acho que tem."
Com domicílio eleitoral em Mato Grosso do Sul, Tebet tende a concorrer ao Senado por São Paulo, o que exigiria trocar o MDB, já que o partido deve apoiar a reeleição de Tarcísio. A ministra recebeu convite para se filiar ao PSB.
Segundo ela, os principais expoentes do campo lulista para enfrentar Tarcísio seriam Haddad e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), embora ambos demonstrem resistência em entrar na corrida.
Antes de Tebet, outros dois ministros já haviam cobrado a candidatura de Haddad. Para Gleisi Hoffmann (PT), das Relações Institucionais, "todos têm de vestir a camisa", inclusive o chefe da Fazenda. Já Camilo Santana (PT), da Educação, afirmou que o colega "não pode se dar ao luxo de querer tomar uma decisão individual".
Haddad deve deixar a Fazenda ainda neste mês para se dedicar à eleição, embora a decisão mais importante — o cargo que disputará — não tenha data definida para sair.
