Rede "invisível" do TCP cai em três estados; cinco presos
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📅 26/02/2026

Rede "invisível" do TCP cai em três estados; cinco presos

Polícia Civil deflagrou a Operação Fim da Rota contra um núcleo do TCP que movimentava fuzis e drogas entre RJ, ES e MG. Investigação foca operadores "invisíveis", sem antecedentes. Cinco foram presos e um está foragido.

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Ronny Teles

Ronny Teles

Combatente pela democracia

Criminosos que atuavam "invisíveis" viraram alvo da Operação Fim da Rota, deflagrada na manhã desta quinta-feira pela Delegacia de Combate aos Crimes Organizados e Lavagem de Dinheiro. A ação mira um núcleo do Terceiro Comando Puro (TCP) voltado ao tráfico interestadual de drogas e armas, com foco em fuzis. Os mandados são cumpridos no Rio, em São Gonçalo, Campos dos Goytacazes e nos estados de Minas Gerais e Espírito Santo.

Diferente de investigações que priorizam alvos já conhecidos, os policiais mapearam integrantes sem passagens e sem anotações criminais. Eles viviam fora de territórios dominados pelo tráfico e mantinham rotina aparentemente regular, o que dificultava a identificação.

As apurações indicam que o chefe do grupo coordena as ações de dentro do Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio. Até o momento, cinco pessoas foram presas, e um suspeito segue foragido.

Com técnicas de inteligência e análise financeira, os agentes descreveram uma estrutura hierarquizada, com divisão clara de tarefas e atuação coordenada entre Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais.

O rastreamento de movimentações suspeitas identificou o uso de criptoativos, empresas de fachada e contas de "laranjas". Foram apontados facilitadores financeiros e proprietários formais de bens usados para dar aparência de legalidade ao dinheiro do tráfico.

Segundo a investigação, o operador central fazia a ponte entre fornecedores no Rio e distribuidores em outros estados, usando fachada comercial para transportar fuzis do tipo AR-10 e grandes cargas de entorpecentes, além de recrutar novos integrantes para a cadeia logística.

Para driblar a fiscalização, o grupo adotava comunicação criptografada e veículos com compartimentos ocultos. Na parte financeira, movimentava recursos por Pix, depósitos em contas de pessoas físicas e jurídicas, empresas de fachada, agiotagem e fracionamento de valores.

A operação conta com apoio da Coordenadoria de Recursos Especiais, do Departamento-Geral de Polícia Especializada, do Departamento-Geral de Polícia do Interior e de policiais civis de Minas Gerais e Espírito Santo, com mandados de prisão e de busca e apreensão para atingir, de forma simultânea, a ponta armada e o braço financeiro do TCP.

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Publicado em 26 de fevereiro de 2026 às 11:59

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