O senador Rogério Marinho (PL-RN) disse nesta quarta-feira que Jair Bolsonaro encara com "tranquilidade" o processo que pode levá-lo a perder a patente de capitão reformado do Exército, após visita ao ex-presidente em meio ao avanço do caso na Justiça Militar.
Segundo Marinho, Bolsonaro não tem tratado o assunto como prioridade e enxerga o episódio como parte de um conjunto de "injustiças". O senador classificou o processo como "questão lateral" e afirmou que o ex-presidente mantém serenidade quanto ao desfecho.
"O presidente está tranquilo em relação ao que está ocorrendo. É mais um episódio dentro de um processo maior", afirmou Marinho, ao sustentar que Bolsonaro se sente alvo de decisões que considera desproporcionais.
O caso tramita na Justiça Militar após representação do Ministério Público Militar que pode levar à declaração de indignidade ou incompatibilidade para o oficialato — medida que, se acolhida, resulta na perda do posto e da patente. A análise está no Superior Tribunal Militar (STM).
Coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, Marinho também reforçou o discurso eleitoral do PL e disse que a candidatura está "muito tracionada", com articulações em diferentes estados para montar palanques regionais e disputar governos e Senado.
"As tratativas estão sendo feitas em vários estados. Há negociação, transigência, mas sem perder a nossa essência. O projeto está andando", declarou.
Ele acrescentou que Bolsonaro está "animado" com a construção da estratégia e participa das orientações sobre alianças e discurso de campanha, com foco na defesa do "legado" do ex-presidente.
Questionado sobre o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, Marinho disse que o apoio dele será relevante para o projeto do PL em 2026 e destacou a "lealdade" do ex-ministro de Infraestrutura.
"Tarcísio é um homem leal, correto, um extraordinário gestor. Não tenho dúvida de que o engajamento dele será real e decisivo para ganharmos as eleições em São Paulo", afirmou.
Tarcísio chegou a ser cogitado para o Palácio do Planalto antes do lançamento da pré-candidatura de Flávio. Ele se coloca como candidato à reeleição, mas ainda é lembrado por setores do mercado.
Enquanto o Superior Tribunal Militar analisa a representação do Ministério Público Militar, o entorno do ex-presidente mantém o discurso de "tranquilidade" e segue tocando a agenda eleitoral do PL.
