
Sofia defende que o debate político brasileiro trate dos problemas que afetam a população. A deputada eleita terá como prioridades a segurança das mulheres, o apoio aos estudantes universitários e os cuidados destinados à população LGBT.
Apadrinhada politicamente por Erika Hilton, também do PSol, Sofia dividirá a Alesp com Eduarda Campopiano, do PL. Após ser eleita, Campopiano fez um ataque transfóbico contra Hilton.
Sofia disse ter recebido com tristeza a notícia sobre a declaração da futura colega e questionou o uso da política para promover ataques. "A gente precisa edificar o debate político no Brasil. Não é para isso que a gente se candidata, não é para isso que a gente se dispõe a representar a população", afirma.
Segundo Sofia, a extrema-direita explora a dificuldade que o brasileiro "muitas vezes tem" de se relacionar com o que é diverso para "fazê-lo votar contra os próprios interesses". Nascida em Sergipe, ela se mudou para São Paulo, onde construiu sua trajetória acadêmica e política.
Entre os projetos que pretende apresentar está a criação de uma licença remunerada para mulheres vítimas de violência doméstica. Sofia também quer reduzir impostos cobrados nos restaurantes universitários, com o objetivo de baratear a alimentação dos estudantes.
Outra proposta é fortalecer o acompanhamento feito por profissionais de diferentes áreas para pessoas transgênero. "Não sei como será esse percurso de trabalho, mas estarei disponível com toda a minha experiência acadêmica, minha experiência nos movimentos sociais, com o meu currículo. Eu não me fiz no Instagram, no TikTok. Todo o meu trabalho tem uma história. […] A gente está aqui para dizer que São Paulo não vai ser o Conto da Aia", afirma.
Criada em uma família evangélica, Sofia diz que o bolsonarismo dissemina ódio contra as diferenças e contraria a mensagem do Evangelho. Para a deputada eleita, São Paulo e o Brasil ainda enfrentam grandes desafios nessa área.

"É um momento de luta, um momento de não esmorecer, de seguir enfrentando esses discursos em todas as áreas. A gente está aqui para poder se conectar, de fato, com a mensagem de Cristo, com a mensagem do Evangelho, que é a mensagem da aceitação, do cuidado ao próximo, da empatia", afirma.
Além de Sofia, a bancada do PSol na Alesp contará com Paula da Bancada Feminista, Ediane Maria, Mônica Seixas, Luiza Erundina, Mariana Conti, Débora Camilo e Carlos Giannazi. Depois do PL, o PSol foi o partido que mais ampliou o número de cadeiras no Legislativo paulista.











