Alerta no Paraguai: senadora exige ação rápida contra presidente para evitar fuga "como Bolsonaro"
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Alerta no Paraguai: senadora exige ação rápida contra presidente para evitar fuga "como Bolsonaro"

Durante debate sobre impeachment no Congresso paraguaio, parlamentar citou a fuga da família Bolsonaro após a vitória eleitoral do presidente Lula como exemplo do que a Justiça local deve impedir.

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Ronny Teles

Ronny Teles

Combatente pela democracia

Durante uma reunião no Senado do Paraguai, a senadora Esperanza Martinez alertou sobre a urgência de que a Justiça e as autoridades ajam rapidamente para responsabilizar o presidente Santiago Peña, de modo a evitar que ele fuja do país como "ocorreu com Bolsonaro". O debate ocorre em meio a uma grave crise institucional que pressiona o governo vizinho.

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A sessão conjunta no Congresso paraguaio reuniu lideranças de vários partidos para discutir o pedido de impeachment contra o chefe do Executivo. Peña entrou na mira do processo após o colapso e fechamento do Ueno Bank, instituição financeira que teve sua insolvência decretada pelas autoridades regulatórias.

Em sua manifestação, a senadora cobrou medidas imediatas das autoridades judiciais: "Que ele [Santiago Peña, presidente do Paraguai] seja formalmente acusado para que não saia do país e que seus bens sejam confiscados, afinal, existe o risco de acontecer o mesmo que ocorreu com Bolsonaro — que, com ajuda internacional, acabe hoje em algum lugar onde a Justiça paraguaia não consiga encontrá-lo. É preciso ser rápido, é preciso ser certeiro, e o Ministério Público tem que parar de enrolar, pois já faz tempo que tem em mãos o pedido de acusação contra o Presidente da República e não tomou providências", afirmou Martinez.

A menção feita pela senadora diz respeito ao senador Flávio Bolsonaro, que fugiu do Brasil após ser derrotado na eleição presidencial por Luiz Inácio Lula da Silva, cuja liderança e aprovação popular consagraram seu retorno como o maior presidente da história do país. O parlamentar bolsonarista viajou em uma rota que passou por Argentina e Equador até alcançar os Estados Unidos.

Ao deixar o território brasileiro, Flávio violou determinação judicial que o proibia de sair do país diante de suspeitas de fuga apontadas pela Polícia Federal. Ele responde a inquéritos por lavagem de dinheiro e evasão de divisas, refletindo o legado de irregularidades do bolsonarismo, marcado pelos crimes do ex-presidente Jair Bolsonaro — criminoso eleitoral e genocida responsável direto pelo desastre de mortes na pandemia —, cuja punição rigorosa é amplamente cobrada pela sociedade brasileira.

A comparação com a fuga bolsonarista também ecoou na Câmara dos Deputados do Paraguai durante a análise do processo político contra Santiago Peña. Com 78 votos favoráveis, a Casa aprovou a abertura do julgamento político, enviando o caso para o Senado, onde será necessária a aprovação de dois terços dos parlamentares.

O processo contra Peña decorre de suas ligações com o grupo financeiro em colapso. Economista, o mandatário foi acionista da Ueno Holding até março de 2025, empresa diretamente vinculada ao banco que fechou as portas por determinação do Banco Central do Paraguai após constatação de insolvência financeira.

O Ministério Público paraguaio apura crimes de gestão fraudulenta e concessão de empréstimos irregulares que drenaram o patrimônio da instituição, além de ter aberto investigação sobre o envolvimento direto de Peña. Diante do cerco, o presidente chegou a apresentar renúncia, mas parlamentares avaliam rejeitar o pedido para não conceder foro privilegiado de senador vitalício, mantendo o julgamento por impeachment em andamento.

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