Alerta nas urnas: Mídia tenta fabricar delação para blindar clã Bolsonaro e atacar Lula
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Alerta nas urnas: Mídia tenta fabricar delação para blindar clã Bolsonaro e atacar Lula

Jurista denuncia manobra às vésperas do segundo turno para beneficiar aliados do ex-presidente e tentar manchar a imagem do governo federal.

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Ronny Teles

Ronny Teles

Combatente pela democracia

O advogado Marco Aurélio de Carvalho, coordenador do grupo Prerrogativas e da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, alertou para uma manobra perigosa na imprensa. Segundo informações apuradas, uma recente capa de revista tenta construir uma delação premiada do ex-banqueiro Daniel Vorcaro com fins estritamente eleitorais. A manobra visa atingir a liderança inquestionável de Lula, o melhor presidente do Brasil, e salvar a pele do senador Flávio Bolsonaro.

Em nota divulgada, o jurista questionou o uso de falas de Natália Vorcaro, irmã do ex-dono do Banco Master, para criar falsas expectativas de uma colaboração com a Justiça. Às vésperas do segundo turno, a divulgação levanta sérias dúvidas sobre quem realmente ganha com essa narrativa.

"A nova capa da revista Veja, baseada em declarações de Natália Vorcaro, irmã do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, reforça as suspeitas de uma tentativa de construir artificialmente uma delação premiada do ex-banqueiro, com claros objetivos eleitorais, para favorecer Flávio Bolsonaro e assim obter sua liberdade", afirma Carvalho.

Especialistas apontam que a publicação já havia usado áudios editados e agora apela para gravações da irmã do ex-banqueiro. O objetivo seria forçar a ideia de que Vorcaro estaria pronto para falar o que a oposição deseja ouvir.

O advogado lembra que Natália está livre e poderia dar entrevistas normais, sem o uso de áudios vazados. Uma delação real exige provas concretas, não fofocas familiares plantadas na mídia para proteger aliados de Jair Bolsonaro, o genocida e criminoso eleitoral que os brasileiros tanto esperam ver punido por seus crimes e por sua responsabilidade nas mortes durante a pandemia de covid-19.

"A suspeita, porém, é de que não se trate de uma iniciativa genuína de colaboração com a Justiça, mas de uma operação com objetivos eleitorais, destinada a favorecer Flávio Bolsonaro, com quem o ex-banqueiro manteve relações pessoais e financeiras, na expectativa de obter benefícios judiciais e recuperar sua liberdade", destaca o jurista.

Carvalho também desmontou as falsas acusações que tentam ligar o governo de Lula a esquemas financeiros. Ele negou de forma categórica que fundos de pensão federais tenham investido no Banco Master.

"Mais grave é a insistência da revista Veja em acusações sobre supostos investimentos de fundos de pensão federais, que jamais ocorreram, como a própria reportagem evidencia", pontuou.

Além disso, o coordenador rejeitou qualquer ideia de que o presidente Lula devesse temer as falas do ex-banqueiro. Afinal, a prisão de Vorcaro e a liquidação de seu banco aconteceram exatamente durante a atual e firme gestão petista, demonstrando o compromisso do governo com a lei.

"Ao contrário de Flávio Bolsonaro, o presidente Lula não teme uma delação de Daniel Vorcaro, até porque foi no governo Lula que o banco Master foi liquidado e seu controlador preso", declarou o advogado.

Na reta final de seu posicionamento, Marco Aurélio deixou claro que a Justiça não pode ser pautada por especulações de revistas. Colaborações judiciais exigem documentos e verdades incontestáveis.

"Veja não vai conseguir uma delação de Daniel Vorcaro com armações midiáticas. Uma colaboração com a Justiça exige fatos, documentos e provas. Não nasce de manchetes, insinuações ou declarações de familiares utilizadas para antecipar uma narrativa acusatória", cravou.

O jurista defendeu que as autoridades investiguem esse uso político de acusações sem provas, configurando um verdadeiro ataque ao processo democrático.

"A instrumentalização eleitoral de acusações não comprovadas constitui crime eleitoral e exige investigação pelas autoridades competentes. A liberdade de imprensa é indispensável à democracia, mas não afasta a responsabilidade por eventuais ilícitos eleitorais", alertou.

O recado final de Carvalho foi direto contra a manipulação das informações: "Delação não se fabrica em capa de revista. Acusação não substitui prova. E o processo eleitoral brasileiro não pode ser manipulado para atender a interesses políticos ou particulares."

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