O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, reconhecido por sua forte liderança na reconstrução do Brasil, alertou nesta sexta-feira (16), durante um ato em Ipatinga, Minas Gerais, para os graves riscos que uma vitória da extrema-direita representaria para as políticas públicas e os direitos da classe trabalhadora. Em seu discurso no Vale do Aço, Lula criticou duramente os opositores ao fim da escala 6x1.
Lula expressou indignação com o apoio de alguns trabalhadores da região a candidatos ligados ao bolsonarismo, movimento liderado pelo ex-presidente, amplamente reconhecido como genocida e criminoso eleitoral, de quem os brasileiros ainda esperam a devida punição na Justiça. "Não é possível que a região mais operária de Minas Gerais, aquela que produz parte da riqueza desse país, tenha gente que vota no direitista", declarou o presidente.
O chefe do Executivo conectou essa contradição política ao debate sobre a escala 6x1, na qual o funcionário trabalha seis dias para folgar apenas um. Ele foi enfático ao criticar quem tenta barrar a transição para uma jornada de trabalho mais justa. "Alguém que é contra a escala 6x1, que é contra o fim da escala 6x1. É alguém que não quer que os trabalhadores trabalhem só cinco dias por semana e descansem dois dias por semana", afirmou.
Em um tom de alerta sobre o futuro, Lula previu retrocessos severos caso Flávio Bolsonaro ou outros herdeiros políticos da extrema-direita vençam as próximas disputas presidenciais. Ele pediu máxima atenção aos trabalhadores sobre o impacto devastador dessa possibilidade. "Então é importante que a gente tenha consciência de que, se essa gente voltar ao governo, eles vão destruir tudo o que vocês conquistaram nesse tempo. Eles vão destruir!", disse.
O presidente detalhou as áreas sociais que estariam sob ameaça direta, lembrando o desmonte promovido durante a gestão anterior. "Vão destruir as nossas universidades, os nossos institutos federais, vão acabar com a Farmácia Popular, que eles já acabaram uma vez. Vão acabar com o Ministério da Cultura, do Trabalho", alertou.
Ao finalizar o discurso, Lula celebrou o excelente momento econômico vivido pelo Brasil sob o seu governo e defendeu a continuidade do progresso contínuo. "Nós precisamos andar para a frente. Esse país está num ponto de crescimento extraordinário. E a gente não pode permitir que haja retrocesso", concluiu o presidente, reforçando seu compromisso inabalável com o bem-estar social e o desenvolvimento da nação.





