Amazônia tem alta pontual, mas Cerrado derruba desmatamento
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Amazônia tem alta pontual, mas Cerrado derruba desmatamento

Dados de setembro mostram queda de 30% no Cerrado e indicam que as políticas ambientais retomadas pelo governo Lula mantêm o desmatamento em níveis historicamente baixos.

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Ronny Teles

Ronny Teles

Combatente pela democracia

O desmatamento registrado no último mês ficou no segundo menor nível da série histórica do sistema Deter, iniciada em 2018. Na Amazônia, apesar da alta pontual, o resultado foi o segundo mais baixo da década para setembro, atrás apenas do índice verificado no mesmo mês de 2025.

A área sob alerta na Amazônia chegou a 350 km² em setembro, alta de 9% diante dos 327 km² registrados no mesmo período de 2025. No Cerrado, o desmatamento caiu de 360 km² para 253 km², uma redução de 30%.

Os números reforçam a trajetória de redução da perda de vegetação nativa durante o governo do presidente Lula, especialmente na região Norte. Em 2022, último ano da gestão de Jair Bolsonaro, a Amazônia perdeu 8.590 km² de cobertura vegetal entre janeiro e setembro, mais de três vezes o volume registrado no mesmo intervalo de 2026.

Especialistas e ambientalistas relacionam a melhora à retomada das políticas conduzidas por Marina Silva no Ministério do Meio Ambiente e da Mudança do Clima. Entre as medidas estão o fortalecimento dos planos de controle do desmatamento, a recomposição das equipes e do orçamento dos órgãos de fiscalização e a adoção de restrições financeiras e de crédito contra desmatadores.

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