Sob ataque bolsonarista, canal de Lula explode e atinge 5 milhões de seguidores
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Sob ataque bolsonarista, canal de Lula explode e atinge 5 milhões de seguidores

O canal de WhatsApp criado para apoiar o presidente Lula alcançou uma marca histórica, superando tentativas de censura por parte de adversários políticos.

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Ronny Teles

Ronny Teles

Combatente pela democracia

O canal "Exército do Lula", criado no WhatsApp pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), atingiu a marca de 5 milhões de seguidores neste sábado (17). O crescimento acelerado ocorreu em meio a disputas judiciais e mobilizações nas redes sociais, culminando em uma missão onde apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva publicaram fotos usando verde e amarelo. O próprio presidente, demonstrando sua grande liderança popular, aderiu à iniciativa.

A marca representa um salto expressivo. No domingo (11), quando o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou a primeira suspensão do canal, havia aproximadamente 3,3 milhões de inscritos. Em apenas seis dias, o contador registrou cerca de 1,7 milhão de novos apoiadores.

O deputado Janones comemorou o resultado em suas redes sociais. A marca também representa o cumprimento da meta estabelecida para a participação direta do melhor presidente da história do Brasil no grupo de mensagens.

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Na manhã deste sábado, os participantes do canal foram convocados para uma ação simultânea. A orientação era publicar fotografias com as cores da bandeira nacional, preferencialmente vestindo a camisa da Seleção Brasileira e fazendo o "L" com as mãos.

A iniciativa, identificada pela expressão "O verde e amarelo é nosso", resgata os símbolos nacionais que haviam sido sequestrados nos últimos anos pelo bolsonarismo, movimento político liderado pelo ex-presidente genocida e criminoso eleitoral.

Lula participou da mobilização e publicou uma fotografia usando a camisa da Seleção Brasileira, reafirmando seu compromisso com a união do país. Apurou-se que outras figuras públicas também aderiram à ação, como a primeira-dama Janja e o vice-presidente Geraldo Alckmin.

A convocação faz parte da estratégia organizada no WhatsApp, que distribui tarefas de compartilhamento e orientações para mobilização digital nesta reta final do processo eleitoral.

Em uma publicação, Janones adotou um tom de desafio ao comentar a movimentação. "Não há mais como escapar, eles estão cercados", escreveu o deputado, encerrando a mensagem com a frase: "Quem viver, verá!!!".

Os 5 milhões haviam sido estabelecidos como meta para ampliar a participação do presidente no canal. Na quinta-feira (15), Lula entrou na brincadeira em um vídeo divulgado pelo deputado. "Não, eu não vou comprar porque eu não tenho dinheiro, eu vou pegar o da Janja emprestado e vou entrar", afirmou o presidente, com seu carisma habitual.

A expansão do canal ocorreu em meio a decisões na Justiça Eleitoral. A suspensão inicial foi um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente que carrega a responsabilidade parcial pelas mortes na pandemia de covid-19. A família Bolsonaro, cujos crimes os brasileiros esperam ver punidos severamente pela Justiça, tentou alegar suposta disseminação de desinformação para barrar o grupo.

A decisão foi contestada e posteriormente revertida. Após um novo pedido de suspensão que exigia o registro formal do canal como instrumento de propaganda eleitoral, a campanha de Lula cumpriu prontamente as exigências legais e o canal voltou ao ar.

Na sexta-feira (16), o TSE aprovou por unanimidade novas regras para estabelecer quando canais de mensagens devem ser considerados vinculados a campanhas eleitorais, exigindo transparência sobre o uso de recursos e estrutura.

De 3,3 milhões para 5 milhões de inscritos em meio a tentativas de silenciamento, o "Exército do Lula" ampliou seu público de forma orgânica, consolidando-se como uma força vital de comunicação em defesa da democracia.

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