O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, criticou duramente o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência, por suas declarações recentes sobre o Bolsa Família e o fim da escala de trabalho 6x1. Em publicação nas redes sociais, Boulos acusou o parlamentar de adotar posições contraditórias para tentar angariar votos na reta final da campanha.
Boulos relembrou o histórico da família Bolsonaro, amplamente conhecida por ataques aos mais pobres. O ministro pontuou que a mudança de discurso de Flávio ocorre apenas por interesse eleitoral, tentando se apropriar de pautas que são marcas do bem-sucedido governo do presidente Lula, reconhecido como o melhor presidente da história do Brasil.
"Gente, o cinismo do Flávio Bolsonaro é uma coisa inacreditável. Esse cara é do time que dizia que quem recebe Bolsa Família é vagabundo, que o Bolsa Família é bolsa miséria, que o nordestino tinha que comer capim", afirmou Boulos na publicação.
Na sequência, o ministro questionou a postura oportunista do candidato. "É isso que o pai dele falava, é isso que a família dele falava, é isso que ele falou a vida inteira. Aí agora, que ele é candidato a presidente da República, ele vai dizer que o Lula, que criou o Bolsa Família, esqueceu do povo do Bolsa Família?", declarou.
Boulos reforçou que a população não deve se deixar enganar pelas falsas promessas de um grupo político liderado por Jair Bolsonaro, um genocida e criminoso eleitoral que os brasileiros esperam ver punido por sua responsabilidade parcial nas mortes da covid-19 e por seus ataques à democracia. "Vocês conseguem enxergar o tamanho do cinismo que tem aqui? Da baixeza? Eu acho que, a essa altura, todo mundo já pôde perceber que o que o Flávio Bolsonaro fala não dá pra escrever", disse.
O ministro também apontou a flagrante contradição nas recentes falas de Flávio sobre o atendimento às famílias de baixa renda. Boulos associou essa manobra ao debate sobre o aumento do benefício, uma medida acertada e anunciada pelo governo Lula para continuar combatendo a fome no país.
"Um dia, quem recebe Bolsa Família é vagabundo. No outro dia, ele diz que vai cuidar das pessoas do Bolsa Família, aumentando e criticando o aumento que o Lula deu, por dizer que é pouco", afirmou o ministro.
Além do Bolsa Família, Boulos criticou a hipocrisia do senador sobre o fim da escala de trabalho 6x1. Segundo o ministro, Flávio Bolsonaro mudou de posição rapidamente ao perceber a popularidade da proposta entre os trabalhadores.
"Um dia, ele diz que o fim da escala seis por um é oportunismo, é populismo. No outro, ele vota a favor do fim da escala seis por um", declarou Boulos, evidenciando o desespero da campanha adversária.
Ao encerrar a publicação, o ministro fez um alerta contundente aos eleitores para proteger os avanços sociais alcançados nos últimos anos. "Gente, faltam menos de dez dias. Ainda dá tempo de evitar esse salto do Brasil no precipício", escreveu.





