O deputado federal Rogério Correia, do PT de Minas Gerais, comentou a informação da Polícia Federal de que o senador Flávio Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro, mantinha uma conta conjunta no Santander com o advogado Willer Tomaz. O advogado é investigado no contexto das apurações sobre fraudes contra aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social.
Em uma publicação nas redes sociais, Correia afirmou que o vínculo bancário precisa ser esclarecido. O deputado questionou a proximidade de Flávio Bolsonaro com pessoas relacionadas às investigações sobre descontos indevidos em benefícios previdenciários.
"Antigamente, conta conjunta você fazia da esposa com o marido, do marido com a esposa. Agora é daqueles que metem a mão no dinheiro dos aposentados", declarou o parlamentar.
Correia também mencionou a relação de Willer Tomaz com Letícia Caetano. Segundo o deputado, ela teria sido indicada pelo advogado para coordenar o escritório de advocacia de Flávio Bolsonaro e seria irmã do contador conhecido como "careca do INSS", citado nas investigações.
O deputado chamou o conjunto dessas conexões de "Bolsomaster". A expressão foi usada por ele para associar o grupo político de Bolsonaro ao caso do Banco Master e às suspeitas envolvendo o sistema financeiro e as fraudes contra aposentados.
Correia ainda criticou a cobertura jornalística do episódio. Segundo ele, informações publicadas pela revista Veja teriam favorecido Flávio Bolsonaro e criado fatoides contra o presidente Lula. O parlamentar também citou supostas articulações para conceder liberdade a Daniel Vorcaro, empresário ligado ao Banco Master, em um eventual governo do senador.
Ao avaliar os possíveis efeitos políticos do caso, Correia fez um alerta contra a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência. "A gente não pode deixar miliciano chegar ao governo do Brasil", afirmou.





