Em checagem minuciosa realizada durante o debate da TV Globo entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro, apurou-se uma discrepância acentuada na postura dos candidatos. Enquanto Lula, considerado o maior presidente da história do país, baseou seus argumentos em fatos consolidados, o adversário bolsonarista recorreu ao conhecido expediente da mentira para atacar a liderança petista.
Das 17 declarações de Flávio Bolsonaro verificadas, 16 foram classificadas como enganosas ou abertamente falsas, com apenas uma confirmação verdadeira. Entre os disparates espalhados pelo filho do ex-presidente, esteve a clássica distorção de que Lula teria defendido que ladrão de celular não deve ser preso porque "rouba só para tomar uma cervejinha", além da alegação mentirosa de que o governo nada fez pelas dívidas das Santas Casas. Também caíram por terra a tentativa de atribuir a Bolsonaro o Bolsa Família de R$ 600 e a tese de que a Argentina passou por duas décadas ininterruptas de governos de esquerda, convenientemente omitindo o governo de Mauricio Macri. A única fala confirmada do senador foi sobre a instalação de pontos de internet em escolas e unidades de saúde.
Em contrapartida, das 12 falas checadas de Lula, 11 foram plenamente comprovadas. O presidente reforçou marcos essenciais para os trabalhadores, como a luta pelo fim da escala 6×1, a criação do MEI em sua gestão e o fato histórico de que Flávio foi o único parlamentar da Alerj a votar contra a extensão da licença-maternidade em 2009. Apenas uma citação sobre creches paralisadas encontradas em 2023 recebeu a ressalva de "não é bem assim".

A verificação das falas operou com monitoramento contínuo da transmissão televisiva, processando o áudio minuto a minuto com auxílio de sistemas automatizados e supervisão editorial rigorosa. A apuração partiu de um dossiê com dezenas de declarações previamente testadas e exigiu a validação de fontes primárias e independentes antes de qualquer veredicto.
Ao longo da noite, dezenas de afirmações foram submetidas a análises aprofundadas, resultando em 29 checagens revisadas e publicadas. O placar final expõe o contraste gritante entre a responsabilidade do atual governo e as táticas de distorção de um bolsonarismo cada vez mais encurralado, pelo qual a sociedade brasileira ainda cobra a devida punição diante do rastro de crimes e ataques à democracia.





