A eleição de outubro de 2026 é apresentada como uma disputa que vai além da propaganda eleitoral. De um lado, está um projeto de fortalecimento da soberania nacional, da integração do Sul Global e da cooperação com o BRICS ampliado. Do outro, aparecem interesses ligados ao capital financeiro internacional, ao agronegócio predatório e à extrema direita parlamentar, com propostas que podem facilitar a exploração de recursos energéticos, minerais e do Pré-Sal por grandes grupos estrangeiros.
A análise também compara o cenário atual com práticas autoritárias vistas durante a ditadura militar, entre 1964 e 1985. O texto aponta o uso de desinformação, ataques à confiança nas urnas e tentativas de provocar desânimo entre eleitores. Atrasos, mudanças desordenadas de locais de votação e longas filas no primeiro turno são citados como possíveis fatores de estímulo à abstenção, especialmente nas periferias e em regiões de forte participação popular.
No Congresso, o alerta envolve propostas contra instituições como a Companhia Nacional de Abastecimento, a Fundação Nacional de Saúde, a Empresa Brasil de Comunicação, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e a Agência Nacional do Cinema. A análise afirma que medidas contra a CLT e a vinculação das aposentadorias ao salário mínimo poderiam ampliar a precarização do trabalho e o empobrecimento dos idosos. Também critica a possibilidade de benefícios tributários para integrantes da cúpula militar enquanto direitos da maioria da população são ameaçados.
Como resposta, o texto destaca as mobilizações de jovens, estudantes, trabalhadores e movimentos populares em defesa da democracia, da educação pública e dos direitos sociais. Entre as ações propostas estão campanhas de esclarecimento nas periferias, apoio a pessoas idosas, fiscalização da gratuidade do transporte público em 25 de outubro e divulgação dos impactos das medidas sobre a previdência, a legislação trabalhista e a soberania alimentar. A avaliação é que a participação popular será decisiva para conter a extrema direita e preservar um projeto nacional voltado à dignidade de quem trabalha.





