Durigan alerta: barrar split payment favorece fraudes
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Durigan alerta: barrar split payment favorece fraudes

Ministro da Fazenda defendeu o recolhimento automático de impostos e afirmou que o mecanismo aumenta a transparência e combate empresas fraudulentas.

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Ronny Teles

Ronny Teles

Combatente pela democracia

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu nesta quarta-feira, 7 de outubro, o split payment, modelo de arrecadação automática incluído na reforma tributária. Segundo ele, a oposição ao mecanismo favorece fraudadores.

A manifestação ocorreu depois de Daniella Marques, assessora econômica do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, declarar que um eventual governo do parlamentar pretende extinguir o sistema. Ela argumentou que o modelo prejudicaria o capital de giro das micro e pequenas empresas.

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"O split payment é mais uma inovação tecnológica da reforma tributária. Ele garante transparência e simplificação tributária. Além disso, ele fecha o cerco às empresas fraudulentas, as chamadas noteiras, que prejudicam os empresários sérios. Com menos fraude, a alíquota geral será menor para todos", afirmou o ministro.

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O split payment foi projetado para reter e recolher os impostos automaticamente no momento de cada transação comercial entre empresas.

O modelo condiciona o abatimento fiscal relativo à etapa anterior ao recolhimento efetivo do tributo. A medida busca combater a sonegação e a emissão de notas fiscais falsas por empresas de fachada.

A implementação opcional está prevista para o segundo semestre de 2027. Segundo o governo, a redução das irregularidades pode contribuir para diminuir a alíquota geral cobrada dos contribuintes.

Durigan afirmou que o sistema será adotado de maneira progressiva, com foco inicial nas transações entre empresas. De acordo com o ministro, o pequeno comerciante que vende diretamente ao consumidor final no varejo não será afetado nessa primeira etapa. Ele também disse que retroceder no modelo manteria a burocracia que prejudica o setor produtivo.

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