O presidente do PT, Edinho Silva, afirmou na segunda-feira (5.out.2026) que o segundo turno colocará o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, contra "alguém que tem proximidade com as milícias do Rio de Janeiro", em referência ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
"É isso que nós queremos para o Brasil? Essa resposta quem vai ter que dar é o povo brasileiro", afirmou Edinho depois de se reunir com Lula, em Brasília, para discutir a estratégia eleitoral.

Flávio terminou o primeiro turno com 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula recebeu 45,16%. Os dois candidatos disputarão o segundo turno em 25 de outubro.

Edinho declarou que somente Lula "tem credibilidade para falar em mudanças" e afirmou que o presidente reúne condições para apresentar um programa de segurança pública ao país.
"Alguém que condecora miliciano, que condecora miliciano inclusive envolvido na morte de Marielle Franco, não pode falar em segurança pública. Quem tem condições de oferecer um projeto, um programa de segurança pública ao povo brasileiro, é o presidente Lula", declarou.
A fala se refere à condecoração concedida por Flávio, em 2005, a Adriano da Nóbrega. O ex-policial foi investigado no caso do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, ocorrido em 2018. Adriano morreu em 2020, após uma troca de tiros com policiais militares na zona rural de Esplanada, na Bahia.
"Nós sabemos que o 2º turno agora é confronto de projetos, né? Portanto, nós queremos confrontar esses 2 projetos. Queremos que o povo brasileiro possa ter condições de fazer essa escolha, se quer ser governado pelas milícias do Rio de Janeiro ou se quer ser governado por uma liderança que o Brasil conhece, que o Brasil sabe quem é, que é respeitada internacionalmente", disse Edinho.
