Estudantes se concentram nesta quarta-feira (7) na Igreja da Candelária, no centro do Rio de Janeiro, para um ato organizado pela União Estadual dos Estudantes do Rio de Janeiro (UEE-RJ). A caminhada seguirá até a Cinelândia.
A mobilização defende a democracia, os direitos estudantis, a educação e a igualdade. O ato também se posiciona contra o avanço da extrema direita e a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência.
Allysson Souza, diretor de Comunicação da UEE-RJ, afirmou que a participação da juventude não deve ficar restrita ao período eleitoral. "Os atos agora tem um viés de conscientização sobre o voto e, após a eleição, nós precisamos continuar nas ruas barrando o avanço do fascismo no nosso país", afirmou Souza.
O dirigente relacionou a presença dos jovens nas manifestações a diferentes momentos da história política brasileira. "Sempre que algum direito de estudante é ameaçado, nós somos os primeiros a ocupar a rua para conquistar o que é nosso", disse.
Souza também destacou a educação como um dos principais motivos para a mobilização permanente. Segundo ele, os estudantes enfrentaram sucessivos ataques ao longo dos anos. "Essa campanha antifascista, inclusive, é para a gente continuar estudando, é para a gente continuar vivo", declarou.
Organizações universitárias também apoiaram a convocação. Em uma publicação nas redes sociais, o Coletivo Fanfarra da UFF chamou estudantes de universidades públicas para participar do ato e defendeu o reconhecimento do resultado eleitoral de domingo (4).
"Na quarta-feira haverá uma mobilização pacífica a favor da democracia, dos nossos direitos, da educação e igualdade", diz a publicação. A concentração foi marcada para o meio-dia na Candelária, seguida de caminhada até a Cinelândia.
Os organizadores defendem que a presença dos estudantes e da população nas ruas continue depois da votação. Para o movimento, a mobilização pública é uma forma de proteger direitos sociais e manter a pressão política sobre os governantes.





