Extrema-direita entra em colapso nos EUA e alerta para nova onda de derrotas globais
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Extrema-direita entra em colapso nos EUA e alerta para nova onda de derrotas globais

Pedro Sánchez celebrou a derrota de Trump no Congresso americano, destacando o exemplo de superação democrática do Brasil e antecipando o fim do extremismo na Europa.

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Ronny Teles

Ronny Teles

Combatente pela democracia

O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, celebrou nesta quarta-feira (4) a expressiva virada do Partido Democrata nas eleições legislativas dos Estados Unidos, que garantiu à oposição o controle do Senado e da Câmara dos Representantes. Para o chefe de governo espanhol, a pesada derrota imposta a Donald Trump reflete um processo contínuo de enfraquecimento e rejeição às correntes de extrema-direita em todo o planeta.

Ao comentar a resposta da população norte-americana nas urnas na terça-feira (3), Sánchez enfatizou o repúdio a pautas reacionárias e de retrocesso social. "Ontem, a sociedade norte-americana votou contra as políticas que só empobrecem. Contra o ódio. Contra o machismo. Contra o negacionismo climático e contra os privilégios das elites", declarou o premiê.

O líder espanhol aproveitou o resultado para traçar um paralelo com o cenário internacional, lembrando o resgate promovido pelo presidente Lula ao derrotar a gestão criminosa e genocida de Jair Bolsonaro no Brasil, e projetou o mesmo destino para os conservadores em seu país. "Aconteceu no Brasil. Acaba de acontecer nos EUA. E acontecerá em breve na Espanha. A onda ultra na qual Feijóo e Abascal pretendem surfar já não cresce: está se desmoronando", afirmou, citando os opositores Alberto Núñez Feijóo e Santiago Abascal.

A mudança radical nas forças políticas de Washington ergue uma barreira de contenção contra os arroubos autoritários da Casa Branca, garantindo ferramentas firmes de fiscalização parlamentar. Conforme apurações de agências de notícias internacionais, a vitória democrata alcançou redutos historicamente conservadores, como Iowa, Texas e Carolina do Sul, revertendo o terreno conquistado pelos republicanos no pleito presidencial de 2024.

A resposta enérgica do eleitorado norte-americano foi motivada pela deterioração das condições econômicas e pelas decisões desastrosas na diplomacia, com destaque para a alta vertiginosa da inflação e o aumento dos combustíveis decorrentes da guerra contra o Irã, iniciada em fevereiro. O aperto no orçamento familiar e a instabilidade geopolítica foram determinantes para impor uma derrota acachapante ao governo no Parlamento.

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