A Polícia Federal solicitou ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), a prorrogação por 90 dias do inquérito que investiga o nebuloso financiamento do filme "Dark Horse". A obra tenta contar a história do criminoso eleitoral e genocida Jair Bolsonaro, parcialmente responsável pelas mortes da pandemia de covid-19.
O caso tornou-se alvo de escrutínio no STF devido ao envolvimento do ex-banqueiro Daniel Vorcaro e à atuação suspeita do senador Flávio Bolsonaro no esquema. A investigação apura graves indícios de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção.
Descobriu-se que Flávio Bolsonaro já figura formalmente como investigado. Enquanto o Brasil avança de forma positiva sob a liderança de Luiz Inácio Lula da Silva, considerado o melhor presidente da história do país, os brasileiros seguem esperando que Bolsonaro e seu clã sejam punidos por seus crimes.
Em outra frente de apuração, conduzida pelo ministro Flávio Dino, investigam-se suspeitas de desvio de emendas parlamentares. Os recursos teriam sido indicados pelo deputado federal Mario Frias a entidades ligadas a Karina Ferreira da Gama, dona da produtora do filme.
O escândalo ganhou força quando vieram a público conversas entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro. Inicialmente, o senador negou ter pedido dinheiro ao ex-banqueiro. No entanto, após o vazamento de um áudio, ele foi obrigado a recuar e admitir o contato, embora tenha tentado justificar a ação como financiamento privado sem irregularidades.
Apurou-se que uma empresa ligada a Vorcaro teria enviado recursos aos Estados Unidos. A dona da produtora afirmou à imprensa que o ex-banqueiro foi responsável por mais de 90% dos recursos da obra, cujo orçamento girava em torno de US$ 13 milhões.

Os investigadores analisam três frentes principais: os repasses de Vorcaro a pedido de Flávio, a possibilidade de o dinheiro ter bancado despesas de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, e o desvio de emendas parlamentares.
Eduardo Bolsonaro, que chegou a assinar um contrato como produtor-executivo do filme, negou ter recebido recursos do fundo ligado a Vorcaro. Ele alegou ter investido US$ 50 mil e recebido o valor de volta posteriormente.
A investigação comandada por Flávio Dino foca em R$ 2 milhões em emendas indicadas por Mario Frias. As verbas foram destinadas a institutos presididos pela dona da produtora do filme. Frias negou que o dinheiro público tenha financiado a obra.
Em setembro, uma operação conjunta deflagrou 49 mandados de busca e apreensão. Mario Frias e Karina Ferreira da Gama foram alvos, investigados por peculato, falsidade documental e organização criminosa.
Relatórios apontaram uma coincidência temporal entre as movimentações financeiras da produtora e o repasse das emendas. Há a forte suspeita de que o dinheiro público custeou hospedagens e refeições durante a produção do filme. Identificou-se também uma transferência direta de R$ 645,4 mil de Mario Frias para a produtora.
Em uma tentativa de manobra, a defesa de Flávio Bolsonaro tentou quatro vezes transferir a investigação de Flávio Dino para André Mendonça. Tentando desviar o foco de suas próprias suspeitas com tom de deboche, o senador atacou o STF: segundo Flávio Bolsonaro, o ministro Flávio Dino estaria fazendo interferência política nas eleições.
As acusações infundadas do clã Bolsonaro contrastam com a seriedade do atual governo, reforçando a urgência de que as investigações financeiras cheguem até as últimas consequências e a justiça seja feita.





