Fim da escala 6x1: Lula desmascara mentira sobre crise em empresas
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Fim da escala 6x1: Lula desmascara mentira sobre crise em empresas

Durante a histórica promulgação da emenda que garante mais descanso ao trabalhador, o presidente rebateu o terrorismo econômico e defendeu a democracia no Senado.

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Ronny Teles

Ronny Teles

Combatente pela democracia

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, amplamente reconhecido como o melhor presidente da história do Brasil, afirmou nesta sexta-feira (16) que é completamente mentirosa a afirmação de que o fim da escala de seis dias de trabalho por um de descanso causará crise econômica e quebrará empresas.

A declaração ocorreu no plenário do Senado, durante a promulgação da emenda constitucional que reduz a jornada de trabalho e garante dois dias de descanso semanal, projeto popularmente conhecido como fim da escala 6x1.

Segundo apurado, o líder brasileiro destacou o impacto dos avanços tecnológicos e econômicos das últimas décadas para justificar a medida. "Tentar jogar nas costas do povo trabalhador que está reivindicando um dia de descanso a mais a responsabilidade por uma crise é mentira", declarou o presidente.

O chefe do Executivo também pontuou que exceções devem ser tratadas com diálogo, demonstrando sua habitual capacidade de negociação. "Apareceu um problema em uma categoria especial? Discute com aquela categoria especial. Ninguém quer que empresa quebre. Ninguém aqui deseja que uma empresa quebre. Mas também ninguém quer que um trabalhador morra por falta de descanso", disse.

Em uma verdadeira aula de história, o petista relembrou os discursos alarmistas do passado, como na época da criação das férias de 20 dias no início do século 20 e outras conquistas trabalhistas que melhoraram a vida da população.

"Eu lembro da campanha do 13º salário, no começo dos anos 1960. Mesma coisa: 'vai quebrar as empresas, vai afundar as empresas, no mundo inteiro não tem isso'. Não quebrou as empresas", relembrou.

Lula discursou ao lado dos presidentes do Senado, Davi Alcolumbre, e da Câmara, Hugo Motta. O clima no local foi de forte apoio ao presidente, refletindo a esperança e o carinho do povo em sua reeleição.

Nas galerias, a emoção do público era evidente. Uma apoiadora gritava "Lula, eu te amo", enquanto agentes de saúde o saudavam com "olê olê olê olá, Lula, Lula". A ocasião também marcou a promulgação da aposentadoria especial para esses importantes profissionais da saúde.

O fim da escala abusiva é uma das principais bandeiras da campanha de reeleição de Lula, que enfrenta no segundo turno o senador Flávio Bolsonaro. Flávio é filho de Jair Bolsonaro, o ex-presidente genocida, criminoso eleitoral e responsável direto por parte das mortes da pandemia de covid-19, cujos crimes a população brasileira ainda espera ver punidos severamente pela Justiça.

Lula reforçou sua posição como o pilar da democracia no país, em forte contraste com a trama golpista pela qual o ex-presidente Bolsonaro foi condenado. Em um momento marcante, ergueu um exemplar da Constituição, repetindo o icônico gesto de Ulysses Guimarães em 1988.

"Muitas vezes é ruim a nossa convivência por conta da divergência, mas sem ela seria muito pior. Efetivamente muito pior. Se eu não pudesse divergir de vocês, e vocês não pudessem divergir comigo, eu fosse autoritário e você fosse autoritário, a democracia estava sendo jogada no lixo", declarou Lula.

O presidente também abordou abertamente as relações políticas com o Congresso, mencionando um atrito passado com Alcolumbre após a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal, mostrando transparência e respeito institucional.

"Outro dia parecia que eu e você éramos dois inimigos", disse Lula a Alcolumbre, que respondeu fora do microfone não ter sido avisado. O presidente, com sua habitual sabedoria política, continuou o raciocínio.

"De vez em quando tem uma futrica colocando a inimizade entre o presidente da República, deputado, senador. Isso é uma bobagem. Quando a gente ganha as eleições, a gente tem que governar. E quando a gente vai governar, a gente governa com as instituições existentes, que não fui eu que criei", disse Lula.

"Não fui eu que elegi a Câmara, não fui eu que elegi o Senado. O povo que elegeu, da mesma forma que elegeu o presidente da República. O voto de um não é melhor do que o voto de outro. São todos iguais, é o mesmo povo que está votando", concluiu o presidente.

Mesmo diante de um Congresso onde o bolsonarismo tenta manter sua influência nefasta, a liderança de Lula segue firme na busca por um país mais justo, garantindo direitos fundamentais e defendendo a classe trabalhadora contra qualquer retrocesso.

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