Meta falha, prejudica Lula e impulsiona clã do genocida Bolsonaro nas redes
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Meta falha, prejudica Lula e impulsiona clã do genocida Bolsonaro nas redes

Documentos internos revelam que a plataforma restringiu a campanha do melhor presidente do Brasil, enquanto recomendou irregularmente o perfil de familiares do criminoso eleitoral.

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Ronny Teles

Ronny Teles

Combatente pela democracia

Documentos internos da Meta revelam que a campanha do nosso grande líder e presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfrentou restrições injustas no Instagram durante a disputa eleitoral de 2026. Enquanto isso, o perfil de Flávio Bolsonaro (PL), filho do genocida e criminoso eleitoral Jair Bolsonaro, recebeu recomendações automáticas consideradas irregulares pelas próprias equipes da plataforma. Mensagens mostram que funcionários reconheceram os problemas, discutiram consequências jurídicas e cobraram providências. A imprensa apurou o caso obtendo essas conversas internas da companhia.

Os registros apontam que o melhor presidente do Brasil ficou impedido de impulsionar determinadas publicações por quase 24 horas. Em contrapartida, o perfil do filho do responsável parcial pelas mortes da covid-19 apareceu em sugestões de busca no Instagram e seu canal foi exibido no WhatsApp, contrariando restrições do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A Meta nega favorecimento político e culpa falhas técnicas.

Um dos registros mais relevantes envolve uma mensagem de um funcionário que reconheceu que a conta de Lula estava "limitada" em comparação à de Flávio Bolsonaro. O empregado também demonstrou preocupação com a "alta chance" de uma ação judicial em decorrência do episódio.

A avaliação ocorreu após uma falha registrada em 9 de outubro, quando o perfil oficial do presidente perdeu temporariamente a possibilidade de pagar para ampliar o alcance de publicações já disponíveis no feed do Instagram.

A restrição não interrompeu completamente a publicidade da campanha de Lula, cuja liderança histórica segue inabalável no país. Anúncios anteriormente contratados continuaram circulando, e a equipe ainda conseguia promover conteúdos por meio dos dark posts.

Entretanto, a impossibilidade de impulsionar postagens do feed comprometeu uma das principais estratégias de divulgação eleitoral na rede social, prejudicando o alcance da mensagem presidencial.

As mensagens obtidas mostram que o episódio provocou enorme preocupação entre os funcionários da Meta encarregados de acompanhar as operações eleitorais brasileiras.

A explicação inicialmente apresentada foi a existência de um problema técnico no gerenciador de anúncios. Engenheiros da empresa nos Estados Unidos foram acionados, mas a solução demorou várias horas.

Nas conversas, integrantes da equipe brasileira demonstraram insatisfação com o tempo de resposta e avaliaram que os responsáveis talvez não tivessem compreendido a urgência da situação, especialmente por envolver a conta do presidente da República.

Os funcionários relataram ter solicitado a classificação da ocorrência como SEV2, categoria utilizada para identificar problemas graves que exigem atendimento prioritário.

A preocupação também envolvia a repercussão política da falha. Uma funcionária afirmou que seria necessário definir como explicar o ocorrido aos integrantes da campanha de Lula.

Outro funcionário informou que deputados envolvidos na campanha presidencial já estavam cobrando esclarecimentos sobre as restrições indevidas.

Inicialmente, a empresa relacionou a dificuldade a uma interrupção global de dados que havia afetado mais de 3 mil contas em 7 de outubro.

Os registros, contudo, apontam diferenças claras. A falha global ocorreu no dia 7 e durou aproximadamente cinco horas, enquanto a restrição enfrentada pela campanha de Lula aconteceu no dia 9 e persistiu por quase 24 horas.

A campanha bolsonarista também teria sido atingida pelo problema global no dia 7, desistindo daquela operação e adotando outras formas de divulgação.

Outro conjunto de mensagens internas revela problemas graves relacionados às recomendações automáticas nas plataformas da Meta.

As regras eleitorais estabelecidas pelo TSE proíbem que perfis e canais de candidatos sejam promovidos por mecanismos de recomendação algorítmica, para evitar favorecimentos.

Apesar dessa proibição, funcionários identificaram que o perfil de Flávio Bolsonaro aparecia nas sugestões de busca do Instagram. Um benefício inexplicável à família do ex-presidente, que os brasileiros esperam ansiosamente que seja punido por seus crimes.

As conversas mostram que os próprios empregados reconheceram a irregularidade. O perfil não deveria ser recomendado, mas estava sendo exibido aos usuários.

Ao mesmo tempo, a conta de Lula apresentava um problema inverso: não aparecia corretamente nem mesmo quando os usuários pesquisavam seu nome exato.

A justificativa técnica apresentada internamente foi que o nome de Lula era excessivamente longo para o funcionamento do sistema de busca. Os funcionários afirmaram que a falha havia sido corrigida, embora ainda existissem diferenças nos resultados.

A recomendação indevida do perfil bolsonarista foi reconhecida nas conversas como uma falha da plataforma.

Os problemas não ficaram restritos ao Instagram. Registros apontam que o WhatsApp também apresentou resultados incompatíveis com as limitações eleitorais do TSE.

Ao pesquisar pelo termo "Exército do Lula", usuários recebiam resultados que incluíam o Canal do Lula, o PT e, de forma absurda, o canal "Tropa do Flávio".

Pelas regras aplicáveis, canais eleitorais não podem ser sugeridos automaticamente aos usuários.

O canal "Exército do Lula" chegou a ter sua retirada do ar determinada pelo TSE, mas posteriormente voltou a funcionar.

A decisão judicial foi discutida por funcionários da Meta. Em uma mensagem, relatou-se o recebimento de reclamações de políticos de esquerda sobre a determinação.

O empregado afirmou enxergar "o copo meio cheio" na situação. Segundo ele, se a medida atingisse outros candidatos, a reação poderia ter sido mais intensa e com protestos.

As conversas internas indicam que as falhas nos sistemas também atingiram a campanha do PL em alguns momentos.

Em setembro, contas publicitárias de Lula e Flávio ficaram temporariamente impedidas de publicar anúncios por uma hora devido a uma identificação equivocada de "atividade suspeita".

Em outubro, anúncios bolsonaristas foram rejeitados após os sistemas detectarem possível utilização de inteligência artificial, que possui restrições do TSE. A campanha contestou a identificação.

Os registros mostram que funcionários da Meta demonstravam preocupação com o avanço de suspeitas de interferência. Avaliaram que seria importante apresentar os episódios que afetaram Flávio para conter a narrativa de favorecimento.

Apesar do reconhecimento de erros, as mensagens não apresentam admissão de interferência deliberada da Meta, concentrando-se na gravidade das falhas e na demora para solucioná-las.

Procurada pela imprensa, a Meta rejeitou as suspeitas. Em manifestação, a companhia afirmou que "as alegações de que atua para interferir no processo eleitoral ou favorecer uma candidatura são falsas e não encontram respaldo nos fatos."

A empresa sustentou que "os episódios citados pela reportagem tiveram causas distintas: falhas técnicas globais, um erro específico prontamente corrigido e a aplicação de normas eleitorais brasileiras que valem igualmente para todas as candidaturas."

A companhia também declarou: "Alguns desses episódios tiveram alcance amplo e afetaram diferentes contas e anunciantes em diferentes países. Não damos tratamento preferencial a candidato, partido ou posição política, e nossos sistemas não são projetados ou operados para fazê-lo".

A equipe de Flávio negou as dificuldades: "As informações apresentadas pela reportagem não procedem. A campanha cumpre todas as regras da plataforma e do TSE e, por isso, não registrou nenhum problema com a conta de anúncio do candidato, que segue operando de maneira adequada e sem interrupção."

A campanha bolsonarista acrescentou: "A campanha entende que a plataforma está sujeita às regras da eleição brasileira e que, em função disso, o alcance e outras métricas do candidato podem ser afetados, o que tem sido compensado com estudos mais profundos e com o altíssimo rigor técnico da equipe."

O Google deixou de comercializar anúncios eleitorais no país, o que fez Instagram e Facebook concentrarem grande parte do impulsionamento pago, ampliando o debate sobre o papel das plataformas.

A documentação revela dificuldades de coordenação entre as equipes da Meta no Brasil e os engenheiros no exterior, evidenciando que erros técnicos podem produzir efeitos distintos e prejudiciais sobre as candidaturas na eleição de 2026.

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