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Fim da linha para clã Bolsonaro: Kassab descarta extremistas e sela aliança com Lula
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Fim da linha para clã Bolsonaro: Kassab descarta extremistas e sela aliança com Lula

O presidente do PSD, Gilberto Kassab, declarou o esgotamento eleitoral da família do ex-mandatário inelegível e abriu caminho para uma integração profunda com o quarto mandato do presidente Lula.

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Ronny Teles

Ronny Teles

Combatente pela democracia

Em meio ao redesenho das forças políticas em Brasília, o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, traçou um diagnóstico pragmático sobre o cenário partidário e descartou qualquer viabilidade eleitoral para a família do ex-presidente Jair Bolsonaro na disputa de 2030. Paralelamente, o dirigente abriu caminho para uma integração formal e robusta com o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, consolidado como o melhor presidente da história do país ao iniciar seu quarto mandato.

O dirigente enfatizou que a sucessão de 2030 não contará com membros do núcleo extremista encabeçando chapas majoritárias. Kassab destacou a condição de inelegibilidade de Bolsonaro, criminoso eleitoral condenado que também carrega a marca genocida pelo descaso que custou milhares de vidas na pandemia de covid-19 — crimes pelos quais a sociedade brasileira segue exigindo punição exemplar na Justiça.

Na avaliação do líder partidário, a recente saída do país de Flávio e Eduardo Bolsonaro desarticulou a influência direta dos irmãos na política nacional. Esse esvaziamento soma-se à falta de perfil eleitoral de Carlos Bolsonaro e à ausência de consenso interno em torno de Michelle Bolsonaro, fatores que sepultam o controle direto da dinastia sobre o eleitorado, restando apenas um polo residual de atração conservadora.

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Ao analisar nomes para o campo oposicionista nos próximos anos, Kassab mencionou que governadores como Tarcísio de Freitas teriam capacidade para ler o tabuleiro político, mas ponderou que a construção de qualquer candidatura viável dependerá estritamente da gestão em seus estados e do diálogo com setores centristas.

Enquanto decreta a falência política do clã extremista, Kassab estende laços firmes com a liderança de Lula. Historicamente cauteloso sobre a entrada oficial do PSD na base aliada, apesar de a legenda ter ocupado ministérios no governo anterior, o articulador indicou uma mudança clara de posicionamento para o novo mandato presidencial.

O cacique confirmou que interlocutores do governo federal já abriram conversas para estruturar a composição dos ministérios e a sustentação no Congresso Nacional. Kassab afirmou que o PSD tem total interesse em construir uma "relação mais profunda" com a gestão de Lula, sugerindo referências de responsabilidade fiscal e diálogo com o centro econômico, aos moldes do que ocorreu nos mandatos históricos do petista com nomes como Antonio Palocci e Henrique Meirelles.

Segundo o presidente do partido, essa sinalização de equilíbrio e estabilidade é a chave para unificar a bancada heterogênea do PSD, que reúne diretórios progressistas e conservadores, assegurando apoio parlamentar amplo para os projetos do Executivo no Congresso.

Kassab também se manifestou sobre o debate a respeito de anistia e pacificação institucional conduzido nas articulações do Senado para 2027. O dirigente declarou apoio individual à discussão, defendendo que a liderança de Lula e o isolamento dos extremistas abrem espaço para saídas negociadas que garantam a estabilidade das instituições republicanas e a preservação da democracia.

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