Com a decisão, o magistrado encerrou o processo sem a possibilidade de reabertura, impedindo que Trump apresente novamente a mesma queixa no tribunal de primeira instância. O veredito representa a segunda rejeição contra a demanda judicial, que contestava uma apuração veiculada em 2025 a respeito de uma mensagem de aniversário que teria sido assinada por Trump e destinada a Epstein em 2003.
A determinação judicial também beneficiou os demais réus citados no processo, incluindo empresas do grupo responsável pela publicação e profissionais envolvidos na cobertura. Trump buscava uma reparação bilionária alegando prejuízos à sua imagem pública.
O juiz Darrin Gayles avaliou que as alegações dos advogados não comprovaram que a publicação conhecia a falsidade das informações ou ignorava dados em contrário. Ao examinar a versão revisada da queixa, o magistrado afirmou que a defesa de Trump estava "se agarrando a qualquer argumento" e buscando "fabricar" supostas falhas na investigação jornalística.
A sentença focou na ausência de provas sobre o chamado dolo efetivo, princípio basilar do direito norte-americano para casos de difamação contra personalidades públicas. Esse parâmetro estabelece que o autor da ação deve demonstrar que os autores da matéria sabiam da falsidade ou agiram com negligência grosseira.
Na análise do magistrado, as alegações da acusação eram imprecisas e conflitavam com o material efetivamente publicado. O juiz pontuou ainda que o jornal buscou registrar a manifestação do próprio presidente sobre a autenticidade do documento antes de veicular a história, atitude que desqualificou o argumento de que a versão de Trump havia sido ignorada deliberadamente.
A compilação reuniu mensagens de membros do círculo de convivência de Epstein e teve o envolvimento de Ghislaine Maxwell, ex-parceira do financista que foi condenada por envolvimento em esquemas de exploração sexual de menores.
Trump rejeitou a autoria do texto e contestou formalmente a veracidade do material, classificando o relato jornalístico como "falsa, maliciosa e difamatória". Diante da repercussão, o líder republicano acionou o Judiciário contra o veículo, seus controladores e jornalistas.
A ação já havia sido indeferida em abril de 2026, quando o magistrado permitiu uma reformulação da petição inicial. No entanto, a nova tentativa protocolada em maio não sanou as inconsistências jurídicas observadas, levando à extinção do processo.
Enquanto a representação jurídica do presidente declarou que pretende recorrer da sentença em instâncias superiores, o grupo Dow Jones, proprietário do jornal, manifestou conformidade e satisfação com o entendimento do tribunal.
O caso Jeffrey Epstein segue gerando desdobramentos políticos e judiciais nos Estados Unidos. O bilionário morreu em agosto de 2019 em uma penitenciária de Nova York, sob classificação oficial de suicídio, enquanto respondia a acusações federais de tráfico sexual.





