O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) reagiu nesta quinta-feira (8) à decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes que determinou o início imediato do cumprimento da pena de seu irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP).
Eduardo foi condenado a 4 anos e 2 meses de prisão por coação no curso do processo. A pena deverá ser cumprida inicialmente em regime semiaberto, e o passaporte do ex-deputado também deverá ser apreendido.

Durante uma transmissão em seu canal no YouTube, Flávio afirmou que o Congresso eleito em 2026 poderá ter votos suficientes para abrir um processo de impeachment contra Moraes.

"A resposta que eu tenho para dar ao Alexandre de Moraes, na verdade, foi o povo que já deu através da quantidade de senadores —que é a parte do Poder Legislativo com competência para fazer o impeachment de ministro do Supremo […] Não por acaso, chegamos a quase 50 senadores que declaradamente são a favor do impeachment de ministro logo de largada".
Flávio disse que a soma de congressistas do PL, Novo, União Brasil, Republicanos, Progressistas e Podemos poderia formar uma maioria favorável à retirada do ministro do cargo.
Na decisão, Moraes ordenou a expedição de um mandado de prisão, que foi encaminhado à Polícia Federal. O ministro também determinou a inclusão do nome de Eduardo no banco nacional de mandados.
Eduardo foi condenado em junho de 2026 por atuar nos Estados Unidos para pressionar ministros do Supremo durante o julgamento da ação penal contra seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Jair Bolsonaro havia sido condenado em setembro de 2025 e, segundo as informações do processo, encontra-se em prisão domiciliar.
Eduardo está nos Estados Unidos desde o fim de fevereiro de 2025. Em março daquele ano, anunciou que se licenciaria do mandato na Câmara para permanecer no país e atuar contra o que classificava como perseguição política à família Bolsonaro.
O crime de coação no curso do processo, previsto no artigo 344 do Código Penal, envolve o uso de violência ou grave ameaça contra autoridades, testemunhas, partes ou outras pessoas envolvidas em processos judiciais, policiais ou administrativos para favorecer interesse próprio ou de terceiros.





