Estudantes realizaram uma assembleia na Faculdade de Direito da Universidade de Brasília (UnB), na noite de quinta-feira (8/10), em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Deputados do PT, do PSol e do PSB participaram da mobilização e discursaram em defesa da vitória de Lula no segundo turno, marcado para 25 de outubro.
Estiveram no ato os distritais recém-eleitos Múcio Botelho (PSB), Keka Bagno (PSol) e Gabriel Magno (PT), além do deputado federal Fábio Felix (PSol) e da suplente a deputada federal Ruth Venceremos (PT).
Gabriel Magno afirmou acreditar em uma virada eleitoral, apesar de não haver precedente na história política brasileira de um candidato derrotado no primeiro turno que tenha revertido o resultado no segundo.
"Nunca alguém virou eleição, mas nós faremos. Em 2010, esse país nunca tinha eleito uma mulher presidente da República, mas nós elegemos", afirmou.
Durante a assembleia, estudantes também levantaram cartazes contrários ao candidato Flávio Bolsonaro (PL).
A manifestação na UnB integra uma mobilização nacional com a participação de estudantes da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e de instituições localizadas em Curitiba, Goiânia e Uberlândia.

A Associação dos Docentes da Universidade de Brasília (ADUnB) também anunciou apoio à reeleição de Lula e à eleição de Leandro Grass (PT) para o Governo do Distrito Federal. Em documento assinado na quarta-feira (7/10), a entidade convocou a comunidade universitária e a população do DF a "engajar-se em todas as ações possíveis para derrotar democraticamente a extrema direita no dia 25 de outubro".
"É preciso disputar cada voto desmascarando traidores e traidoras, desmentindo notícias falsas e levando informações confiáveis a cada familiar, amigo e amiga, colega, vizinho e vizinha", diz o documento.
No texto, a ADUnB destacou que "o mundo vivencia um crescimento gigantesco da extrema direita e do fascismo, em meio a profundas disputas imperialistas. A América Latina tem sido fortemente afetada por essa situação".
Para a associação, as eleições brasileiras "poderão incidir de forma decisiva nessa escalada reacionária, diante de uma eventual vitória do candidato da extrema direita. Por isso, é de fundamental importância inibir essa escalada no Brasil, assegurando a vitória de Lula à Presidência da República no segundo turno".





