O ex-prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes, do PSD, reconheceu a derrota para Douglas Ruas, do PL, na eleição para o governo estadual. A declaração foi publicada nas redes sociais na noite de quinta-feira, 8 de outubro, após uma decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal.

Zanin negou o recurso apresentado para tentar garantir a realização do segundo turno. Paes afirmou que respeita a decisão judicial e considerou encerrada a disputa.
"Infelizmente, a Justiça decidiu que não haverá segundo turno, contrariando a vontade soberana dos eleitores. E decisão judicial a gente respeita. É assim que funciona a democracia […] A eleição termina, mas o meu amor pelo RJ e o meu compromisso com o povo fluminense continuam os mesmos", escreveu Paes.
A tentativa de manter a disputa aberta começou após o Tribunal Superior Eleitoral anular os votos recebidos por Anthony Garotinho, do Republicanos. Ele concorreu com o registro de candidatura indeferido.
Com a retirada dos votos de Garotinho da contagem dos válidos, Douglas Ruas ultrapassou a marca de 50% e passou a ser considerado eleito no primeiro turno.
Paes agradeceu aos mais de 3,7 milhões de eleitores que votaram nele. Também fez uma menção especial aos cariocas pela vitória obtida na capital fluminense, onde exerceu quatro mandatos como prefeito.

O ex-prefeito ainda agradeceu à candidata a vice Jane Reis, aos partidos aliados, prefeitos, lideranças políticas, militantes, voluntários e familiares.
No primeiro turno, realizado em 4 de outubro, Ruas recebeu 49,27% dos votos válidos, enquanto Paes teve 42,76%. Garotinho recebeu 274.411 votos, equivalentes a 3,17% do total.
O registro de Garotinho havia sido negado pela Justiça Eleitoral devido a uma condenação por improbidade administrativa. O processo envolve desvios de recursos da Secretaria Estadual de Saúde relacionados ao projeto Saúde em Movimento, executado entre 2005 e 2006.

A Justiça determinou a suspensão dos direitos políticos de Garotinho por oito anos, o ressarcimento solidário de R$ 234,4 milhões aos cofres públicos e o pagamento de multa de R$ 500 mil.

Após a anulação dos votos, a coligação de Paes recorreu ao STF para tentar assegurar o segundo turno. Zanin negou o pedido por entender que as possibilidades de contestação dentro da própria Justiça Eleitoral ainda não haviam sido esgotadas.







