Durante o primeiro turno, Flávio Bolsonaro (PL) cobrou um debate cara a cara com Lula (PT). Agora que os dois disputam o segundo turno da eleição presidencial, integrantes da campanha do senador discutem reduzir sua participação nos confrontos televisionados.
Aliados aconselham Flávio a selecionar os debates dos quais participará nas três semanas anteriores à votação. Uma ala defende que ele não compareça a nenhum encontro. Outra considera a participação apenas em um eventual debate promovido pela TV Globo.
A estratégia ainda não foi definida. A disposição de Lula para participar dos debates também deverá ser considerada pela campanha adversária.

Flávio e Lula não ficaram frente a frente em nenhum debate durante o primeiro turno. Quando decidiu não participar do encontro promovido pela Band, em agosto, o senador relacionou sua ausência à decisão do presidente de também não comparecer.
"Quem está lá não é meu adversário", afirmou Flávio na ocasião. O encontro reuniu Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante).
Na reta final do primeiro turno, o candidato do PL chegou a planejar sua participação no debate da Globo mesmo sem Lula. A estratégia seria dirigir perguntas ao púlpito vazio do presidente e transformar os momentos em conteúdo para as redes sociais.
O plano foi abandonado depois que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) impediu perguntas direcionadas ao candidato ausente e determinou que o púlpito destinado a Lula não fosse exibido. Flávio desistiu de participar e classificou a medida como "censura".
Com as ausências dos dois candidatos e as decisões judiciais relacionadas ao encontro, a Globo cancelou o debate. No segundo turno, Lula segue disposto ao enfrentamento, enquanto a campanha de Flávio avalia se o candidato deve evitar os confrontos.
