Em pronunciamento divulgado nas redes sociais, o deputado eleito Marcelo Freixo (PT-RJ) fez duras críticas a decisões do ministro Nunes Marques no âmbito da Justiça Eleitoral. Ele classificou as medidas como graves e acusou o magistrado de agir de forma parcial.
A reação ocorreu após uma ordem para retirar do ar uma propaganda da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva. A peça mencionava investigações da Polícia Federal sobre Flávio Bolsonaro e supostos repasses financeiros relacionados a produções audiovisuais. Freixo afirmou que o conteúdo apresentava fatos públicos, e não desinformação.
"Por que retirar do ar uma campanha que fala fatos, que fala verdade? Não é fake news. Ministro Nunes Marques (…) colocado no STF por Jair Bolsonaro não pode agir como advogado de campanha. Não é a função, é muito grave."
Freixo também criticou a suspensão do canal de WhatsApp do deputado federal André Janones, que reunia quase 3 milhões de participantes. Segundo ele, a medida prejudicava a comunicação política em um momento decisivo da campanha eleitoral.
"Tirou do ar também o canal do Janones do WhatsApp com quase 3 milhões de pessoas. Por quê? Porque faltam 15 dias para a eleição mais importante das nossas vidas. Não pode um ministro do Tribunal Superior Eleitoral, um ministro do STF, interferir nas eleições como está acontecendo."
Ao encerrar o pronunciamento, Freixo relacionou as decisões ao crescimento das mobilizações de rua da oposição. Ele citou atos realizados em cidades como Niterói e São Paulo e pediu que a militância mantivesse a mobilização até o fim da disputa.
"Não pode um ministro do Tribunal Superior Eleitoral agir de forma tão parcial. Não pode, a gente tem que denunciar. (…) Mas isso é sinal de que a gente tá crescendo, que a gente vai virar e que a gente vai ganhar a eleição. Mas não vamos nos curvar nem nos calar."





