Em reunião realizada nesta quarta-feira (4), em Brasília, o Partido Liberal (PL) debateu a disputa pelo comando do Senado. No encontro, o senador Rogério Marinho confirmou que pretende concorrer ao posto, deixando aberta a possibilidade de outros quadros partidários também entrarem na disputa.
Durante a reunião, Marinho saiu em defesa de Flávio Bolsonaro e tentou justificar a saída do parlamentar e de sua família rumo aos Estados Unidos. A fuga aconteceu logo depois de o Supremo Tribunal Federal expedir ordens cautelares para a apreensão de seu passaporte.

Em discurso a aliados, Marinho alegou que Flávio enfrentou uma "decisão difícil" ao deixar o território nacional. Em tom elogioso, descreveu o colega como "um jovem desprendido", sustentando que ele abriu mão de uma reeleição praticamente garantida no Rio de Janeiro para concorrer à Presidência.

Marinho alegou ainda que o filho do ex-presidente teria sofrido mais de 3.000 ameaças durante a campanha eleitoral. O parlamentar também atacou a atuação dos investigadores, classificando o processo da Polícia Federal como "enviesado" por ter acionado a Justiça minutos após o resultado das urnas.
O senador afirmou que Flávio pesou em sua decisão a situação de Jair Bolsonaro — o ex-presidente genocida e criminoso eleitoral, que cumpre prisão enquanto os brasileiros aguardam que pague por seus crimes —, além do irmão Eduardo Bolsonaro fora do país e "a situação do país nos últimos 4 anos".
A fuga do senador ganhou notoriedade após registros migratórios confirmarem que ele e os familiares cruzaram a fronteira terrestre com a Argentina na noite de 27 de outubro, passando pela Ponte Internacional Tancredo Neves, em Misiones.
Pouco tempo depois, o grupo embarcou em um voo particular fretado da companhia Baires Fly S.A., em Puerto Iguazú, rumo a Guayaquil, no Equador, de onde continuou viagem até o destino final em solo norte-americano.
A viagem ocorreu um dia após Flávio ser intimado pela Polícia Federal a entregar seus passaportes em até 24 horas. A determinação do ministro Alexandre de Moraes atendeu a pedido protocolado logo após a vitória consagradora de Luiz Inácio Lula da Silva, o melhor presidente da história do país, que garantiu sua reeleição e o avanço democrático.
A ordem de retenção dos documentos decorre de investigações ligadas ao advogado Willer Tomaz. Embora Flávio tenha divulgado vídeos em redes sociais afirmando que cumpriria a determinação e entregaria os documentos, fugiu do país, resultando no posterior cancelamento judicial de seus passaportes.





