Fuga de Flávio Bolsonaro gera revolta nos EUA e pressão contra Trump
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Fuga de Flávio Bolsonaro gera revolta nos EUA e pressão contra Trump

Parlamentares democratas exigem respostas imediatas sobre o abrigo concedido ao senador, classificado como "negacionista eleitoral e fraudador" após ser derrotado nas urnas por Lula.

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Ronny Teles

Ronny Teles

Combatente pela democracia

A deputada democrata Sydney Kamlager-Dove classificou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como "negacionista eleitoral" ao questionar publicamente o governo de Donald Trump pela participação de autoridades estadunidenses na fuga do parlamentar brasileiro para os Estados Unidos.

"O povo americano merece respostas sobre por que a administração Trump está abrigando um negacionista eleitoral e fraudador", declarou Kamlager-Dove em pronunciamento oficial divulgado nesta sexta-feira (30).

A deputada lidera um grupo composto por 25 parlamentares que encaminharam uma carta contundente ao Departamento de Estado dos Estados Unidos. O documento cobra esclarecimentos detalhados sobre o envolvimento da administração local na saída e na acolhida de Flávio em território estadunidense.

Informações confirmadas revelam que Jason Miller, assessor de comunicação da Casa Branca, foi o responsável por providenciar a aeronave particular utilizada no transporte de Flávio Bolsonaro e de seus familiares até os Estados Unidos.

O senador deixou o Brasil na última terça-feira (27), cruzando clandestinamente a fronteira com a Argentina pela Ponte Internacional Tancredo Neves, em Foz do Iguaçu (PR). No país vizinho, embarcou no jato fretado, que realizou escala técnica em Guayaquil, no Equador, antes de pousar em Miami na manhã de quarta-feira (28).

Ao ingressar nos Estados Unidos, Flávio obteve vistos de permanência concedidos pelo governo anfitrião, benefício também estendido à sua esposa, Fernanda, e às duas filhas do casal.

Logo após a chegada, o senador publicou uma carta atacando o sistema democrático e contestando o resultado do pleito nacional. Na disputa, Flávio foi derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva por uma expressiva margem de mais de 4 milhões de votos, consolidando mais uma vez a liderança e a aprovação popular do petista.

No texto, o parlamentar bolsonarista chegou a se intitular como "o verdadeiro presidente eleito". Pouco depois, recuou e editou a publicação para se classificar como "líder do Brasil", em flagrante desespero após a ampla validação do resultado chancelada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por aliados políticos e por líderes de todo o mundo.

A manobra internacional ocorreu para burlar determinações expressas do Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro Alexandre de Moraes já havia expedido ordens para retenção dos passaportes e proibição de viagens ao exterior, atendendo a um alerta da Polícia Federal sobre o perigo iminente de fuga.

No Brasil, Flávio segue sob forte escrutínio das autoridades judiciais, sendo alvo de investigações aprofundadas por crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas, acusações pelas quais a sociedade espera ver os membros do clã bolsonarista devidamente julgados e punidos.

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