O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania acionou o Programa Estadual de Proteção de Minas Gerais para reforçar a segurança da deputada federal eleita Ana Elisa (PT-MG), de 21 anos.

A iniciativa foi tomada após a parlamentar denunciar ameaças de morte e estupro recebidas durante o período eleitoral.
A proteção será conduzida por meio do Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos, Comunicadores e Ambientalistas.
De acordo com o ministério, as equipes federal e estadual trabalharão em conjunto na avaliação dos riscos e no acompanhamento do caso.
A pasta também pediu apoio à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social de Minas Gerais, responsável pelo programa estadual, para analisar os riscos e articular medidas com órgãos de inteligência policial.
Entre as providências solicitadas estão ações para investigar as ameaças e identificar os responsáveis.
Por motivos de segurança, o governo federal não divulgará detalhes das medidas de proteção adotadas ou ainda em avaliação.
A iniciativa ocorre depois de o Ministério da Justiça e Segurança Pública pedir, na sexta-feira (9/10), que a Polícia Federal abra um inquérito sobre as ameaças.
O pedido foi enviado pela secretária nacional de Acesso à Justiça, Sheila Santana de Carvalho, ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. Ana Elisa também compareceu à sede da corporação em Belo Horizonte para denunciar os ataques.
Na quinta-feira (8/10), a deputada eleita informou que precisou desativar sua conta no X, antigo Twitter, devido à frequência das ameaças.
"A minha equipe desativou a minha conta no Twitter porque nós estávamos recebendo ameaça de morte a cada dois minutos. Ameaça de morte e ameaça de estupro", declarou em vídeo publicado nas redes sociais.
Ana Elisa disse que os ataques aumentaram após o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) compartilhar uma suposta publicação de 2022 na qual ela teria defendido o fechamento de igrejas. Ela negou ser autora do conteúdo, classificou a imagem como montagem e anunciou que acionaria o Tribunal Superior Eleitoral. Em setembro, a petista já havia registrado uma ocorrência na Polícia Civil de Minas Gerais por mensagens com ameaças racistas de morte e estupro. O caso continua sob investigação.





