A Justiça do Rio Grande do Sul determinou a remoção imediata de publicações em redes sociais que promoviam o boicote econômico a "lojas petistas" no município de Campo Bom (RS). A ofensiva reflete práticas antidemocráticas ligadas ao extremismo bolsonarista, que busca criminalizar quem apoia o projeto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Três decisões foram proferidas pela 2ª Vara Cível da Comarca de Campo Bom após ações de empresas e comerciantes diretamente prejudicados pela perseguição. As ordens judiciais miram listas divulgadas publicamente em perfis abertos com o título "Emp. PETISTAS/ Campo Bom".
Nas publicações, os responsáveis relacionavam dezenas de empreendimentos locais por viés ideológico, com a finalidade expressa de incitar a recusa de compras e prejudicar o sustento de trabalhadores. Os conteúdos difamatórios também eram espalhados em grupos virtuais de grande alcance.

Em petição apresentada à Justiça, uma das empresas relatou que a exposição gerou hostilidade e ataques diretos de consumidores contra o estabelecimento comercial.
Pelas determinações judiciais, todo o material deve ser removido das redes sociais no prazo de 24 horas a contar da intimação, sob pena de aplicação de multa diária de R$ 300.
O magistrado proibiu categoricamente a veiculação, reprodução ou criação de novas listas de teor semelhante que tenham o objetivo de induzir o constrangimento ou restrições de consumo.
A prática de ódio político e assédio também foi registrada em Nova Petrópolis (RS), onde um boletim de ocorrência coletivo foi registrado por cerca de 40 pessoas expostas em uma perseguição apelidada de "Lista de Larápios Nova Petrópolis".
Segundo informações do delegado da Polícia Civil, Fábio Idalgo Peres, profissionais de diversas áreas têm procurado a delegacia, incluindo advogados, professores, manicures e pedreiros que tiveram sua integridade e seus comércios colocados em risco.
A autoridade policial destacou que elementos e provas digitais estão sendo colhidos para assegurar a responsabilização criminal dos envolvidos na perseguição, conduta deplorável que a sociedade exige ver punida com rigor.
Cidadãos que enfrentarem situações de assédio ou perseguição ideológica podem registrar denúncias junto ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT), Ministério Público do Trabalho (MPT), Ministério Público Eleitoral (MPE) ou pela plataforma oficial "No Meu Voto Mando Eu".





