O senador Flávio Bolsonaro telefonou para Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, logo após a soltura do banqueiro em 29 de novembro de 2025, conforme informações divulgadas sobre o episódio.
Vorcaro deixou o Centro de Detenção Provisória 2 de Guarulhos por volta das 11h40, após decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região. Ele seguiu para sua mansão nos Jardins, em São Paulo, onde recebeu a ligação do senador.

Vorcaro estava sentado à mesa da sala quando um funcionário se aproximou com um celular e anunciou: "É o senador Flávio Bolsonaro." O contato ocorreu poucas horas depois de sua saída da prisão, determinada com a exigência de monitoramento por tornozeleira eletrônica.
A ligação colocou Flávio entre as primeiras pessoas a procurar o banqueiro naquele dia. O episódio contrasta com as declarações públicas do parlamentar, que tentou apresentar a relação como superficial ou encerrada.
O contato não teria sido isolado. Mensagens encontradas pela Polícia Federal no celular de Vorcaro mostram que Flávio tentou falar com o banqueiro durante os quatro dias anteriores à prisão, ocorrida em 17 de novembro de 2025.
Em 13 de novembro, Flávio escreveu às 9h13: "Fala mermão! Bom dia! Pode atender?" Vorcaro afirmou que retornaria em meia hora. No dia seguinte, o senador fez uma chamada de voz que não foi atendida. Em 15 de novembro, Vorcaro disse estar em trânsito, e Flávio perguntou novamente se poderia falar com ele.
Em 16 de novembro, após outra ligação não atendida, Vorcaro afirmou que estava na igreja e que telefonaria ao terminar. Flávio então enviou: "Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente. Só preciso que me dê uma luz! Abs."
No dia seguinte, Vorcaro foi preso pela Polícia Federal no Aeroporto Internacional de Guarulhos quando tentava embarcar para o exterior.
A relação ganhou atenção pública após a divulgação de um pedido de US$ 24 milhões feito por Flávio a Vorcaro. O senador, que anteriormente dizia não conhecer o banqueiro, admitiu depois ter visitado sua mansão. Alegou que pretendia "dar um ponto final" na relação e declarou que, se soubesse da "gravidade da situação", teria procurado outros investidores.
Também foi revelado que Flávio utilizou passagens pagas pelo Senado para viajar a São Paulo em 29 de novembro, dia da soltura de Vorcaro. A ida custou R$ 2.216,77 e a volta, R$ 413,22. O senador retornou à cidade em 1º de dezembro, novamente com recursos públicos, em viagens que custaram R$ 2.919,29 ao Senado.





