A coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentou ao Tribunal Superior Eleitoral uma representação contra o candidato Flávio Bolsonaro, do PL, e a deputada estadual Eduarda Campopiano, do PL de São Paulo. A ação afirma que ambos divulgaram uma imagem manipulada com inteligência artificial.

A montagem mostra uma trabalhadora negra limpando pichações na estação Trianon-Masp do metrô após uma manifestação a favor de Lula. Análises feitas por agências de checagem e ferramentas de detecção digital apontaram que o conteúdo é um deepfake produzido com base em fotografias institucionais do metrô.
A publicação ultrapassou 1,7 milhão de visualizações depois de ser compartilhada por Eduarda Campopiano no X. Segundo os advogados da coligação, a imagem circulou sem a identificação obrigatória do uso de inteligência artificial, contrariando as regras do TSE e espalhando desinformação às vésperas do segundo turno.
A representação também cita o presidenciável Pablo Marçal, o deputado estadual Coronel Azevedo, do PL do Rio Grande do Norte, e a conta oficial do PL Nacional. O conteúdo ainda teria circulado em grupos de mensagens ligados à militância, entre eles o canal "Tropa do Flávio" no WhatsApp.
A coligação de Lula pede uma decisão urgente para remover todas as publicações com a montagem e impedir novas versões iguais ou semelhantes. Também solicita que Flávio Bolsonaro e os demais envolvidos sejam condenados ao pagamento da multa eleitoral máxima prevista em lei.





