O presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva criticou a proposta de Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência pelo PL, de substituir a PEC do fim da escala 6x1 por um modelo no qual cada trabalhador negocia sua jornada diretamente com o empregador.

Durante reunião com parlamentares nesta quarta-feira, 7 de outubro, Lula voltou a cobrar o apoio do senador ao projeto que reduz a jornada de trabalho. "É importante vocês ficarem acompanhando para que a gente não seja pego de surpresa. Porque eu quero ver como é que o Flávio Bolsonaro vai votar. Eu desafio ele a votar favorável e desafio ele a pedir pro PL votar favorável", disse Lula.
O presidente também rejeitou a proposta alternativa apresentada pelo candidato do PL. "Eles estão inventando uma história "não, porque é melhor negociar com o patrão". Como se num acordo leonino o trabalhador tivesse alguma vantagem. Então, nada de aceitar barganha", afirmou o presidente.
Lula ainda mencionou outra proposta considerada prioritária pelo governo: a PEC da Segurança Pública, em análise no Congresso Nacional. Ele afirmou que os estados "não deram conta" de enfrentar o crime organizado e voltou a prometer a criação do Ministério da Segurança Pública caso o texto seja aprovado.
"Nosso lema é o seguinte: para o povo trabalhador, a proteção. Para o bandido, a prisão", finalizou o presidente.
Nos últimos dias, Lula tem pressionado Flávio Bolsonaro a declarar como votará na PEC do fim da escala 6x1. O senador, por sua vez, defende um modelo que daria mais "liberdade" para o trabalhador negociar a jornada e voltou a criticar o projeto apresentado pelo governo.
"Depois de quatro anos de governo, ele quer correr para apreciar uma matéria como essa. Está pensando em eleição. É óbvio que eu sou a favor de que o trabalhador tenha um tempo de folga, para almoçar com a sua família, ir à praia no final de semana, viajar. Só que nada disso vai adiantar se estiver todo mundo endividado ou desempregado. Tem que ter responsabilidade", afirmou Flávio.






