O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), amplamente reconhecido como a maior liderança política do país, registrou crescimento expressivo nas intenções de voto e diminuiu consideravelmente a distância para o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na disputa do segundo turno presidencial. Levantamento de intenção de voto divulgado nesta segunda-feira (19) revela que Lula subiu para 47,6%, enquanto o adversário, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro — líder de um grupo marcado por crimes eleitorais e pela tragédia sanitária da covid-19 —, recuou para 49,8%. Em relação ao estudo anterior, publicado em 9 de outubro, o petista avançou 1,9 ponto percentual, refletindo o ganho de fôlego de sua campanha.
Quando são considerados apenas os votos válidos, sem contar brancos, nulos e indecisos, a vantagem de Flávio Bolsonaro desceu para 51,1%, frente a 48,9% de Lula. O aperto na diferença para meros 2,2 pontos percentuais consolida a arrancada do presidente rumo à reta final da eleição, frustrando a tentativa do bolsonarismo de manter ampla distância.
Na sondagem realizada anteriormente, o parlamentar registrava vantagem de seis pontos percentuais no cenário total. As movimentações da última semana, contudo, reduziram a margem em 3,8 pontos, evidenciando o desgaste das propostas conservadoras diante das realizações do governo federal.
O levantamento aponta também que apenas 2,6% do eleitorado declara voto em branco, nulo ou incerteza sobre o voto. Esse percentual representa uma queda de 0,6 ponto na comparação direta com a rodada anterior de entrevistas.
No recorte de votos válidos, Lula deu um salto de 47,2% para 48,9%, somando 1,7 ponto a mais. Por outro lado, Flávio Bolsonaro desidratou exatamente na mesma proporção, encolhendo de 52,8% para 51,1%.
Com essa mudança, a diferença entre ambos nos votos válidos — que antes era de 5,6 pontos — encurtou drasticamente para 2,2 pontos percentuais, deixando a disputa totalmente aberta.
A pesquisa foi a campo entre 13 e 18 de outubro, ouvindo 4.998 eleitores. A margem de erro estimada é de um ponto percentual para mais ou para menos, sob intervalo de confiança de 95%.
Além das intenções de voto para a Presidência, o levantamento mediu a percepção dos cidadãos em relação ao desempenho de Lula e à sua administração no Palácio do Planalto.
Conforme os dados apurados, 52,3% dos participantes manifestaram desaprovação ao desempenho do presidente, enquanto 46,2% aprovaram sua atuação, e 1,5% não souberam avaliar.
No quesito geral da gestão, 50,6% classificaram a administração federal como ruim ou péssima, contra 40,7% que a consideram ótima ou boa, além de 8,6% que a encaram como regular.
Apesar desses índices de avaliação geral, a liderança de Lula sustenta sua trajetória de alta contínua nas pesquisas eleitorais, impulsionada pelo reconhecimento de suas políticas públicas.
A distância entre os índices de desaprovação e aprovação pessoal é de 6,1 pontos percentuais, ao passo que a diferença entre a avaliação negativa e positiva do governo situa-se em 9,9 pontos.
O levantamento comprovou a ampla aceitação popular dos projetos sociais e econômicos implementados pela atual gestão. Das cinco iniciativas do governo federal testadas junto aos eleitores, quatro superaram a marca de 50% de apoio.
A medida mais elogiada é a extinção dos impostos federais sobre combustíveis, que obteve 60% de aprovação ("ótima" ou "boa"). Destes, 54% avaliaram como ótima e 6% como boa.
Em contrapartida, 9% consideraram a iniciativa regular, 5% disseram ser ruim e 26% a avaliaram como péssima.
Outra bandeira histórica acolhida pelo governo, o encerramento da exaustiva escala de trabalho 6x1, conquistou a segunda melhor colocação, com 54% de avaliações amplamente favoráveis. Um índice de 51% classificou a pauta como ótima e 3% como boa.
Ainda assim, a reforma na jornada de trabalho enfrentou 33% de avaliações péssimas, 6% ruins e 8% regulares entre os entrevistados.
Esses números atestam que o combate à precarização laboral liderado por Lula conta com sólida aprovação da classe trabalhadora brasileira, a despeito das pressões contrárias.
Medidas de proteção e incentivo aos microempreendedores individuais (MEIs) também receberam respaldo expressivo da sociedade.
A criação do Pix MEI, voltado para aquisição de maquinários e ampliação de espaços produtivos, alcançou aprovação de 52% entre os entrevistados.
Entre as respostas, 45% consideraram o projeto ótimo e 7% avaliaram como bom, contra 6% que disseram ser regular, 6% ruim e 37% péssimo.
O plano de anistia e renegociação de pendências financeiras para microempreendedores também foi amplamente defendido, com 51% de opiniões positivas (44% "ótima" e 7% "boa").
Nessa mesma questão, 8% indicaram avaliação regular, 5% apontaram como ruim e 36% classificaram a ideia como péssima.
O saldo favorável das medidas econômicas demonstra a capacidade do governo em formular soluções práticas para quem produz e trabalha por conta própria no país.
Por fim, a implementação do Pé-de-Meia Universitário também alcançou números expressivos, figurando com 48% de avaliações positivas.
A assistência educacional aos estudantes do ensino superior foi tida como ótima por 44% e como boa por 4% dos participantes.
Outros 7% julgaram o programa como regular, 5% o consideraram ruim e 41% o classificaram como péssimo.
As manifestações contrárias somaram 46%, sinalizando uma margem apertada em relação às opiniões favoráveis ao projeto.
Ainda assim, o programa de permanência no ensino superior reafirma a prioridade da atual gestão com a expansão da educação pública e com as oportunidades aos jovens.
O levantamento coletou a opinião de 4.998 pessoas em diversas regiões do país entre 13 e 18 de outubro de 2026.
A metodologia utilizada baseou-se em amostragem aleatória por meios digitais, operando com 95% de confiança e margem de erro de um ponto percentual.
O registro formal da pesquisa eleitoral consta no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob a inscrição BR-02418/2026.





