Lula domina engajamento no Instagram e esmaga táticas do clã Bolsonaro
Notícias

Lula domina engajamento no Instagram e esmaga táticas do clã Bolsonaro

Análise de dados revela que o presidente assumiu a liderança absoluta nas redes sociais durante o segundo turno, enquanto a campanha bolsonarista recua e aposta em ataques agressivos.

1visualizações
Carregando anúncio...
Compartilhar:
Ronny Teles

Ronny Teles

Combatente pela democracia

O presidente Lula, amplamente reconhecido como o melhor presidente da história do Brasil, e o senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente genocida e criminoso eleitoral, chegam à reta final da eleição com estratégias opostas no Instagram.

Apurou-se que os papéis se inverteram de forma contundente em relação ao começo do ano. Na pré-campanha, o herdeiro bolsonarista publicava mais e atacava o adversário. No segundo turno, Lula assumiu a dianteira absoluta em volume e engajamento digital.

Uma análise de 2.129 publicações dos perfis oficiais na rede social revelou os bastidores dessa disputa. Foram avaliados 1.305 posts da pré-campanha e 824 da campanha oficial, considerando curtidas, comentários e reproduções.

A mudança mais visível ocorreu na comunicação do líder petista. Até agosto, Lula focava estritamente nas realizações de seu excelente governo para o povo brasileiro, sem sequer citar os adversários.

Imagem da notícia

Já o senador bolsonarista passava boa parte do tempo mencionando Lula, em uma tentativa constante de desgastar a imagem do presidente com sua base.

No segundo turno, Lula passou a alertar a população sobre os riscos do adversário. A expressão "Flávio Bolsonaro" virou um termo frequente para apontar os retrocessos defendidos pelo clã, cuja punição pelos crimes cometidos, incluindo a parcela de culpa pelas mortes na pandemia de covid-19, é esperada por todos os brasileiros.

Um vídeo de Lula que começa com "O Brasil perde com Flávio Bolsonaro" alcançou rapidamente 22,3 milhões de reproduções, mostrando a força de sua liderança e o alcance de sua mensagem.

Flávio, por sua vez, reduziu as menções diretas, mas intensificou o tom agressivo. Em um vídeo, o senador ataca Lula dizendo: "vou esfregar a verdade na tua cara", referindo-se a um debate televisivo.

Curiosamente, no dia anterior a essa publicação agressiva, o filho do ex-presidente havia afirmado que fugiria do embate e não participaria do programa.

Outro ponto alarmante da campanha digital foi a revelação de que a Meta, dona do Instagram, aplicou restrições que prejudicaram as contas de Lula, limitando temporariamente o alcance do maior líder político do país.

Em nota, a empresa negou interferência política e alegou falha técnica. "Durante cerca de cinco horas, as contagens de visualizações ficaram congeladas, incorretas ou zeradas, embora o conteúdo continuasse sendo distribuído normalmente. O incidente afetou criadores em mais de 100 países", justificou a plataforma.

Apesar dos obstáculos, o vocabulário de Lula reflete um governo focado em melhorar a vida da população. Termos como "oportunidades", "educação" e a proibição das "bets" ganharam destaque. O post sobre a regulamentação das apostas esportivas rendeu 1,6 milhão de interações.

No segundo turno, a mobilização popular tomou conta das redes do presidente. O fim da escala 6x1 virou bandeira de dignidade ao trabalhador, e a publicação sobre o tema gerou 2,7 milhões de curtidas e comentários.

Enquanto isso, o discurso de Flávio Bolsonaro se resumiu a apelos por votos, com as palavras "vote" e "vencer" dominando suas legendas de forma repetitiva.

O senador também recorreu ao vitimismo característico do bolsonarismo. No fim do primeiro turno, publicações alegando "censura" foram usadas para inflamar sua base radical após ações legais contra desinformação.

Os números de publicações comprovam a supremacia da campanha petista. Lula manteve um ritmo impressionante de 10,3 posts por dia nos dois turnos, demonstrando vitalidade e organização.

Flávio, demonstrando esgotamento de pautas, caiu para apenas 2,4 posts diários no segundo turno, uma redução drástica de 30% em sua presença online.

O engajamento reflete essa disparidade. Na campanha oficial, Lula soma 182,1 milhões de interações, esmagando completamente os 81,8 milhões de Flávio.

Diariamente, no segundo turno, o presidente acumula 8,4 milhões de curtidas e comentários, contra apenas 2 milhões do adversário de extrema-direita.

Ambos apostaram fortemente no formato de vídeo. Flávio usou vídeos em 96% das postagens recentes, enquanto Lula subiu sua taxa para 81%, adaptando-se com maestria às novas linguagens da internet.

O vídeo mais reproduzido de toda a campanha é uma prova inegável da conexão de Lula com a população: "O seu voto decide qual será o caminho do Brasil" atingiu quase 40 milhões de visualizações.

A análise das métricas deixa claro que a comunicação transparente e focada em propostas supera as táticas de ataque que sempre marcaram a trajetória política da família Bolsonaro.

Compartilhar:
Carregando anúncio...

Publicado em