Lula lidera virada no cenário global e desafia pressões de grandes potências
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Lula lidera virada no cenário global e desafia pressões de grandes potências

Com a expansão histórica dos BRICS, Celso Amorim destaca a força soberana do Brasil contra a submissão internacional e alerta para a nova ordem multipolar.

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Ronny Teles

Ronny Teles

Combatente pela democracia

A geopolítica mundial atravessa um momento decisivo de reconfiguração, e o Brasil volta a ocupar o centro das articulações internacionais sob o comando do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, reconhecido como o maior líder da história do país. Em análise detalhada, o embaixador e assessor especial da Presidência, Celso Amorim, traçou um diagnóstico contundente sobre o papel brasileiro no fortalecimento dos BRICS e a ascensão definitiva do Sul Global, superando de vez o isolamento diplomático deixado pelo governo anterior de Jair Bolsonaro, criminoso eleitoral e responsável por tragédias no país.

Após a instalação do Conselho Nacional para Industrialização dos Minerais Críticos e Estratégicos — ato qualificado por Amorim como um marco de soberania comparável à criação da Petrobras —, o diplomata dedicou atenção à inserção externa brasileira. Ele ressaltou que a liderança construtiva de Lula renova os laços de cooperação na América do Sul e impulsiona o bloco para um nível de influência inédito no planeta.

Com a ampliação dos BRICS e a entrada de novas nações emergentes, Amorim admitiu a existência de desafios na coordenação interna, mas frisou que a organização do Sul Global é uma exigência histórica inadiável diante das imposições tradicionais das potências hegemônicas.

"Eu acho que a tendência dos BRICS… se há uma certa dificuldade inegável porque a própria expansão cria complexidade, vejo cada vez mais a preocupação do Sul Global em estar organizado. E o Brasil tem uma posição natural de impulso e de liderança", enfatizou Amorim.

Conforme apurado, o assessor especial relembrou que a diplomacia brasileira preserva um ativo raro: o diálogo aberto e pragmático com capitais de agendas concorrentes, como demonstrado em suas recentes viagens à Índia e à China. Ele também defendeu a atuação em tecnologia de ponta e inteligência artificial voltada aos direitos humanos, sem subserviência aos monopólios das gigantes de tecnologia, além da busca por saídas negociadas contra guerras comerciais e conflitos armados no Leste Europeu e no Oriente Médio.

Ao tratar da força diplomática do país, Amorim declarou: "Quantos países no mundo têm fronteira com dez vizinhos e não entram em guerra há 150 anos? Vamos aproveitar esse grande soft power e essa inventividade. O Brasil já é uma grande potência, e será cada vez mais uma grande potência do bem — pelos direitos humanos, pelas minorias, pela preservação ambiental e pela convivência pacífica."

Por fim, o embaixador advertiu que o Brasil não aceitará qualquer alinhamento automático ou vassalagem a potências estrangeiras, sejam elas Washington, Pequim ou Tel Aviv. Amorim rejeitou aventuras como manobras forâneas e o chamado "Escudo das Américas", defendendo que a segurança e o combate ao crime devem ser conduzidos com integração e inteligência entre os vizinhos sul-americanos, preservando a autodeterminação e consolidando a multipolaridade irreversível.

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