Lula rejeita cortes aos pobres diante do avanço da dívida
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Lula rejeita cortes aos pobres diante do avanço da dívida

Presidente defende crescimento econômico, crédito e investimentos para equilibrar as contas públicas sem reduzir programas sociais.

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Ronny Teles

Ronny Teles

Combatente pela democracia

Em entrevista à TV Globo nesta quinta-feira, 15 de outubro de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou que não pretende promover cortes de gastos públicos que prejudiquem a população pobre para conter o endividamento do país.

Questionado sobre a situação das contas públicas e a política econômica de um eventual quarto mandato, Lula defendeu o crescimento da economia como o principal caminho para melhorar a relação entre a dívida pública e o PIB.

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A sabatina do Jornal Nacional abordou o aumento de 10 pontos percentuais da dívida pública no atual mandato. Também foi mencionada uma declaração do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, segundo a qual o modelo baseado no estímulo ao consumo estaria esgotado e a redução dos juros dependeria de cortes expressivos de despesas.

Ao comentar a diferença de posição em relação ao presidente do Banco Central, Lula respondeu: "O jeito de você resolver o problema fiscal é fazer a economia ficar crescendo".

O presidente também rejeitou a lógica de ajustes fiscais que atingem programas sociais: "Toda vez que alguém quer resolver o problema fiscal, o pobre paga. Toda vez o pobre, e eu não quero que o pobre pague. Eu tô propondo não gastar, não cortar dinheiro do pobre".

Lula reconheceu a preocupação com o avanço da dívida e afirmou que não deseja ver o endividamento crescer. Ao mesmo tempo, defendeu sua política de ampliação do crédito, valorização do salário mínimo e incentivo aos microempreendedores individuais.

Segundo o presidente, o aumento do endividamento pode ser justificado quando os recursos são destinados a investimentos produtivos e estruturantes, como ferrovias, hidrelétricas e portos. Lula afirmou que continuará priorizando a preservação dos recursos voltados à população mais vulnerável.

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