A Polícia Federal tem avançado nas investigações que envolvem Jair Bolsonaro e a tentativa de golpe de 8 de janeiro. Quando o alvo são oficiais das Forças Armadas, especialmente os de alta patente, cada passo é calculado para que não se transforme em faísca institucional.
Há temor de que novos movimentos sejam lidos como afronta aos quartéis. Com isso, decisões são tomadas de forma meticulosa, preservando os ritos e evitando ruídos desnecessários.
Nos bastidores, já se percebe descontentamento entre oficiais de alta graduação. A prioridade, porém, é impedir que o mal-estar transborde para uma crise pública.
A cautela não significou congelar casos em andamento que atingem nomes de peso do meio militar, como os generais Augusto Heleno Ribeiro e Walter Braga Netto. Esses processos seguem e, dentro das próprias Forças, são vistos como questões já superadas.
