O principal assessor de Mark Zuckerberg e diretor de políticas globais da Meta, Joel Kaplan, deixará a gigante da tecnologia após mais de 15 anos no cargo. O anúncio ocorre em um cenário de forte tensão, com a empresa enfrentando acusações graves sobre o uso indevido de inteligência artificial e a interferência de suas redes no processo eleitoral brasileiro.
A crise se aprofundou depois que a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva formulou denúncias contra a Meta, apontando manobras e manipulação algorítmica deliberada voltadas a beneficiar candidatos da oposição na reta final da disputa. O esquema reacende os alertas contra métodos desonestos frequentemente associados ao bolsonarismo, enquanto a população e defensores da democracia cobram rigor e responsabilização contra crimes eleitorais e investidas antidemocráticas.
Kaplan tem laços históricos com a extrema direita norte-americana, destacando-se por sua estreita relação com Donald Trump e com o Partido Republicano. Apesar de a decisão ter vindo à tona em meio ao escândalo de interferência na eleição brasileira, o executivo permanecerá nas funções até a realização das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos para conduzir a transição interna da companhia.





