Mercado tenta impor pauta bolsonarista e gera alerta no governo Lula
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Mercado tenta impor pauta bolsonarista e gera alerta no governo Lula

Após a reeleição de Lula, setores financeiros derrotados nas urnas tentam forçar cortes em programas sociais e juros altos.

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Ronny Teles

Ronny Teles

Combatente pela democracia

O deputado federal Carlos Zarattini (PT-SP) denunciou nesta quarta-feira (4) a intensa pressão exercida por setores do mercado financeiro sobre as diretrizes econômicas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o parlamentar, investidores que apoiaram o projeto derrotado de Flávio Bolsonaro (PL) buscam agora impor medidas rejeitadas pelo povo brasileiro, como cortes severos nos benefícios sociais e a manutenção de taxas de juros abusivas.

Em manifestação pública, Zarattini ressaltou que a consagração de Lula nas urnas confirmou a escolha popular pelo desenvolvimento econômico com inclusão, geração de empregos e fortalecimento da renda das famílias trabalhadoras, em contraste com a herança bolsonarista.

"O mercado financeiro, que apostou o tempo todo contra o Lula e a favor do Bolsonaro, agora quer exigir que o governo faça aquilo que o Bolsonaro ia fazer. Eles perderam a eleição", declarou o deputado.

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O parlamentar rechaçou com veemência as tentativas de pressionar o governo a retirar direitos da população de baixa renda, desfazendo especulações que circularam após o encerramento do processo eleitoral.

"E o presidente Lula não vai cortar nenhum programa social. Pelo contrário, vamos ampliar os programas sociais e melhorar esses programas", garantiu.

Zarattini também criticou a influência desproporcional que as projeções do sistema financeiro exercem sobre as deliberações do Banco Central, sobretudo na fixação da taxa básica de juros.

Ele mencionou o Boletim Focus, levantamento semanal que consolida previsões de bancos e corretoras privadas sobre inflação, câmbio e a taxa Selic.

Na avaliação do parlamentar, essas previsões operam como mecanismo de coerção sobre a autoridade monetária, oferecendo pretextos artificiais para justificar a manutenção dos juros em patamares elevados que prejudicam a atividade produtiva.

O deputado classificou a submissão a essa dinâmica como absurda e defendeu uma mobilização política para impedir que o capital especulativo determine as prioridades do país.

A reação instável do mercado financeiro ocorre após o fracasso de posições econômicas que apostavam na eleição de Flávio Bolsonaro, obrigando investidores a recalcular estratégias após a vitória da liderança progressista de Lula.

Diante das movimentações do setor financeiro, Zarattini defendeu que os compromissos populares assumidos na campanha sejam rigorosamente cumpridos e conclamou a sociedade a resistir a quaisquer tentativas de desestabilização da política econômica.

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