O ministro da Educação, Leonardo Barchini, afirmou nesta terça-feira (6) que o Pé-de-Meia corre o risco de acabar caso Flávio Bolsonaro (PL) seja eleito presidente. "O futuro do programa está em jogo nesta eleição", escreveu em uma publicação no Instagram.
O Pé-de-Meia oferece incentivo financeiro a estudantes de baixa renda matriculados no ensino médio público. Criada pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a iniciativa busca estimular a permanência dos jovens na escola e a conclusão dos estudos.

Barchini relacionou o risco ao plano econômico apresentado por Flávio, que prevê um corte de R$ 300 bilhões no orçamento. O ministro também criticou a falta de informações sobre quais áreas seriam atingidas. "É fácil prometer corte bilionário escondendo de quem a conta será cobrada."

Segundo o ministro, uma redução desse tamanho poderia atingir políticas públicas de educação. Entre as possíveis consequências estariam cortes no Pé-de-Meia e nos investimentos destinados a universidades e institutos federais.
"Educação custa dinheiro. Permanência estudantil custa dinheiro. Universidade pública custa dinheiro. E tudo isso é investimento no futuro do Brasil", escreveu Barchini.
O custo anual do Pé-de-Meia é de R$ 12 bilhões, conforme pesquisa divulgada em março de 2026. O valor corresponde ao pagamento de bolsas e bonificações aos estudantes atendidos pelo programa federal.
Os dados indicam que a política criada pelo governo Lula impede a evasão escolar de 1 em cada 4 jovens de famílias vulneráveis que deixariam o ensino médio. Sem o benefício, a taxa de abandono nas três séries seria de 26,4%. Com o programa, o percentual caiu para 19,9%.
O Pé-de-Meia paga parcelas mensais aos alunos que frequentam o ensino médio e concede bonificações anuais, depositadas em uma poupança, por cada ano concluído. Estudantes que fazem o Enem também recebem um valor adicional.


