Mobilização de Lula pode virar disputa
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Mobilização de Lula pode virar disputa

Novas pesquisas de Quaest e Datafolha mostrarão se a força das manifestações nas ruas e nas redes já ampliou o apoio eleitoral ao presidente.

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Ronny Teles

Ronny Teles

Combatente pela democracia

A mobilização nas ruas e a repercussão das manifestações nas redes sociais aumentaram a expectativa de uma possível virada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno das eleições de 2026.

Dois levantamentos de intenção de voto serão divulgados nesta semana. As pesquisas de Quaest e Datafolha poderão indicar se os acontecimentos recentes alteraram o cenário da disputa entre Lula e o senador Flávio Bolsonaro.

A Quaest divulgará seu levantamento na quarta-feira (14). A pesquisa, encomendada pela TV Globo e pelo jornal O Globo, será a primeira do instituto sobre o confronto direto entre os dois candidatos no segundo turno.

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Conforme o registro apresentado ao Tribunal Superior Eleitoral, a Quaest entrevistará 2.154 pessoas com 16 anos ou mais entre 10 e 13 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O registro é BR-08729/2026.

Na quinta-feira (15), o Datafolha divulgará uma nova pesquisa contratada pela Folha de S.Paulo. O levantamento anterior, publicado em 8 de outubro, apontou Flávio Bolsonaro com 49% das intenções de voto e Lula com 45%.

A diferença de quatro pontos colocou o senador à frente naquele levantamento. Os novos números mostrarão se essa vantagem aumentou, diminuiu ou foi superada após a recente mobilização dos apoiadores de Lula.

O Datafolha prevê ouvir 2.520 eleitores com 16 anos ou mais entre 13 e 15 de outubro. A margem de erro será de dois pontos percentuais e o nível de confiança, de 95%. A pesquisa está registrada no TSE sob o número BR-00466/2026.

A expectativa de reação do presidente está ligada à possibilidade de transformar a participação política em votos. As manifestações presenciais e a circulação de conteúdos nas redes ampliaram o alcance das mensagens da campanha petista e estimularam seus apoiadores.

O efeito eleitoral dependerá, porém, da capacidade de alcançar pessoas que ainda estão indecisas ou que não fazem parte dos grupos já favoráveis a Lula. A movimentação nas redes, sozinha, não comprova uma mudança nas intenções de voto.

Os resultados da Quaest e do Datafolha serão importantes para avaliar se Lula conseguiu reduzir a diferença ou assumir a liderança. Uma mudança nos números poderá sinalizar um novo equilíbrio na reta final da eleição.

Com a publicação das pesquisas em dias consecutivos, as campanhas terão indicadores atualizados sobre a disputa. Os levantamentos revelarão se a força demonstrada nas ruas e nas redes começou, de fato, a se transformar em apoio nas urnas.

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